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julho 24th, 2015

Santa Cristina – 24 de Julho

Santa_Cristina

 

A arqueologia não serve apenas para descobrir os dinossauros enterrados pelo mundo. Ela também pode confirmar a existência dos santos mártires que marcaram sua trajetória na história pela fé em Deus. Foi o que aconteceu com Santa Cristina, que teve sua tradição comprovada somente no século XIX, com as descobertas científicas desses pesquisadores.

Segundo os mosaicos descobertos na Igreja de Santo Apolinário, em Ravena, construída no século VI, Cristina era realmente uma das virgens cristãs mártires das antigas perseguições. E portanto, já naquele século, venerada como santa, como se pôde observar pela descoberta de sua sepultura, que também possibilitou o aparecimento de um cemitério subterrâneo, que estava oculto ao lado.

A arte também compareceu para corroborar seu testemunho através dos tempos. O martírio da jovem virgem Cristina foi representado pelas mãos de famosos pintores, como João Della Robbias, Lucas Signorelli, Paulo Veronese e Lucas Cranach, entre outros. Além dos textos escritos em latim e grego que relatam seu suplício e morte, que só discordam quanto à cidade de sua origem.

Cristina foi torturada terrivelmente e depois lançada numa cela, onde três anjos celestes limparam e curaram as suas feridas. Como solução final, o governante pagão mandou que lhe amarrassem uma pedra ao pescoço e a jogassem num lago. Novamente anjos intervieram: sustentaram a pedra que ficou boiando na superfície da água e levaram a jovem até a margem do lago.

As torturas continuaram: Cristina foi novamente flagelada, depois amarrada a uma grade de ferro quente e colocada numa fornalha superaquecida, mordida por cobras venenosas e teve os seios cortados, antes de finalmente ser morta com duas lanças transpassando seu corpo.

Os registros gregos mostram como sua terra natal Tiro, enquanto os latinos citam Bolsena, na Toscana, Itália. Esses relatos do antigo povo cristão contam que o pai de Cristina, Urbano, era pagão e um oficial do Império Romano, que, ao saber da conversão da filha e obrigá-la a renunciar ao cristianismo, trancou-a numa torre na companhia de 12 servas pagãs. Para mostrar que não abdicava da fé em Cristo, Cristina despedaçou as estátuas dos deuses pagãos existentes na torre e jogou, janela abaixo, as joias que as adornavam, para que os pobres pudessem pegá-las. Quando tomou conhecimento do feito, Urbano mandou chicoteá-la e prendê-la num cárcere. Nem assim conseguiu a rendição da filha, por isso a entregou aos juízes.

Cristina foi torturada terrivelmente e depois jogada numa cela, onde três anjos celestes limparam e curaram suas feridas. Como solução final, o governante pagão mandou que lhe amarrassem uma pedra ao pescoço e a jogassem num lago. Novamente, anjos intervieram: sustentaram a pedra, que ficou boiando na superfície da água, e levaram a jovem até a margem do lago.

As torturas continuaram, mesmo depois de seu pai ser castigado por Deus e morrer de forma terrível. Cristina ainda foi novamente flagelada, depois amarrada a uma grade de ferro quente e colocada numa fornalha superaquecida, mordida por cobras venenosas e teve os seios cortados, antes de ser morta com duas lanças transpassando seu corpo virgem. Assim o seu martírio foi divulgado pelo povo cristão desde o ano 287.

julho 11th, 2015

São Bento de Nórcia – 11 de Julho

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São Bento de Núrsia, nascido Benedito da Nórcia (em italiano: Benedetto de Norcia; em latim: Benedictus; Nórcia, Reino Ostrogótico, c. 480 — Abadia do Monte Cassino, c. 547) foi um monge, fundador da Ordem dos Beneditinos, uma das maiores ordens monásticas do mundo. Foi o criador da Regra de São Bento, um dos mais importantes e utilizados regulamentos de vida monástica, inspiração de muitas outras comunidades religiosas. Era irmão gêmeo de Santa Escolástica. Foi designado patrono da Europa pelo Papa Paulo VI em 1964 , sendo também patrono da Alemanha. É venerado não apenas por católicos, como também por ortodoxos. Foi o fundador da Abadia do Monte Cassino, na Itália,destruída durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente restaurada. É comemorado no calendário católico a 11 de Julho, data em que suas relíquias foram trasladadas para a Abadia de Saint-Benoît-sur-Loire.

A fonte de todos os acontecimentos da vida de São Bento são os Diálogos de São Gregório Magno, redigidos por volta de 593, que se baseou em fatos narrados por monges que conheceram pessoalmente São Bento.

Segundo São Gregório, São Bento foi filho de um nobre romano, tendo realizado os primeiros estudos na região de Núrsia (próximo à cidade italiana de Espoleto). Mais tarde, foi enviado a Roma para estudar retórica e filosofia, mas, tendo se decepcionado com a decadência moral da cidade, abandona logo a capital e se retira para Enfide (atual Affile),no ano 500. Ajudado por um abade da região chamado Romano, instalou-se em uma gruta de difícil acesso, a fim de viver como eremita. Depois de três anos nesse lugar, dedicando-se à oração e ao sacrifício, foi descoberto por alguns pastores, que divulgaram a fama de santidade. A partir de então, foi visitado constantemente por pessoas que buscavam conselhos e direção espiritual.3

É então eleito abade de um mosteiro em Vicovaro, no norte da Itália. Por causa do regime de vida exigente, os monges tentaram envenená-lo, mas, no momento em que dava a bênção sobre o alimento,saiu da taça que continha o vinho envenenado uma serpente e o cálice se fez em pedaços. Com isso, São Bento resolve deixar a comunidade e retornando à vida solitária, vivendo consigo mesmo: habitare secum.

Em 503 recebe grande quantidade de discípulos e funda doze pequenos mosteiros. Em 529, por causa da inveja do sacerdote Florêncio, tem de se mudar para Monte Cassino, onde funda o mosteiro que viria a ser o fundamento da expansão da Ordem Beneditina. É nesse episódio que Florêncio lhe envia de presente um pão envenenado, mas Bento dá o pão a um corvo que todos os dias vinha comer de suas mãos e ordena à ave que o leve para longe, onde não pudesse ser encontrado. Durante a saída de Bento para Monte Cassino, Florêncio, sentindo-se vitorioso, saiu ao terraço de sua casa para ver a partida do monge. Entretanto, o terraço ruiu e Florêncio morreu. Um dos discípulos de Bento, Mauro, foi pedir ao mestre que retornasse, pois o inimigo havia morrido, mas Bento chorou pela morte de seu inimigo e também pela alegria de seu discípulo, a quem impôs uma penitência por regozijar-se pela morte do sacerdote.

 

St-Benedict

 

Em 534 começa a escrever a Regula Monasteriorum (Regra dos Mosteiros). Morre em 21 de março de 547, tendo antes anunciado a alguns monges que iria morrer e seis dias antes mandado abrir sua sepultura. Sua irmã gêmea Escolástica havia falecido em 10 de fevereiro do mesmo ano.

As representações de São Bento geralmente mostram, junto com o santo, o livro da Regra, um cálice quebrado e um corvo com um pão na boca, em memória ao pão envenenado que recebeu do sacerdote invejoso.

As relíquias de São Bento estão conservadas na cripta da Abadia de Saint-Benoît-sur-Loire (Fleury), próximo a Orleáns e Germigny-des-Prés, no centro da França.

De acordo com a tradição, São Bento de Núrsia foi santificado por ter vencido duas ciladas armadas pelo Diabo, nas quais lhe é oferecido um cálice de vinho envenenado e um pedaço de pão, também envenenado.

Além disso, em inúmeras vezes fora tentado efetivamente pelo Inimigo, além de ser ofendido e insultado de tal maneira que os irmãos de hábito que estavam ao seu redor podiam escutar as ofensas que ele recebia.

O Santo Varão, como também é chamado, vencia o Tentador utilizando-se do sinal da cruz e da oração contida na Cruz Medalha que fora esculpida nas paredes de um mosteiro.

 

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A Cruz-Medalha de São Bento

A origem da Cruz-Medalha de São Bento é incerta, sabe-se que ela foi redescoberta em 1647, em Nattremberg, na Baviera, por ocasião da condenação de algumas bruxas, que afirmaram não conseguir praticar qualquer tipo de feitiçaria ou encanto contra lugares em que houvesse a imagem da Cruz, em especial, a abadia de São Miguel em Metten. Intrigados com o fato, as autoridades foram averiguar o que existia no mosteiro. Ao entrarem em uma das dependências, observaram entalhadas nas paredes imagens da cruz tal como estão representadas nas Medalhas utilizadas hoje. Na biblioteca dessa mesma abadia, encontraram um manuscrito do ano de 1415, o qual continha, além de textos, ilustrações, sendo uma delas a de São Bento, com uma cruz e uma flâmula, com os versos da medalha: Crux sacra sit mihi lux, non draco sit mihi dux. Vade retro satana, nunquam suade mihi vana. Sunt mala quae libas, ipse venena bibas”. Por esse motivo, estima-se que a origem da imagem da medalha situa-se no século XV.

A medalha, com algumas variações, possui na frente a imagem de São Bento, vestindo o traje monástico – chamado cógula – trazendo na mão direita uma cruz e na mão esquerda uma flâmula ou livro aberto, que representa a Regra. No verso, há uma imagem da cruz. Ambas as faces trazem inscrições em latim, seja apenas letras ou em palavras, a saber:

Na frente da medalha:
“Ejus in obitu nostro praesentia muniamur” = Sejamos protegidos pela sua presença na hora de nossa morte.
No verso:
C S P B: Crux Sancti Patris Benedicti – Cruz Sagrada do Padre Bento
C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux – A Cruz Sagrada seja minha Luz
N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux – Não seja o dragão meu guia
V R S: Vade retro, satana! – Para trás, Satanás!
N S M V: Nunquam Suade Mihi Vana – Nunca seduzas minha alma
S M Q L: Sunt Mala Quae Libas – São coisas más as que brindas
I V B: Ipse Venena Bibas – Bebas do mesmo veneno
Essa oração, acrescida da jaculatória “Rogai por nós bem aventurado São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo”, se tornou uma fórmula de oração a São Bento.

Em 1742, o Papa Bento XIV aprovou a medalha, concedendo indulgências a quem a usar e estabelecendo a oração do verso da medalha como uma forma de exorcismo, que se tornou conhecida como Vade retro Satana. Atualmente, uma forma comum da medalha é a que vemos nessas ilustrações, conhecida como Medalha do Jubileu, pois foi cunhada em 1880 por ocasião do XIV Centenário do nascimento de São Bento, pelos monges de Beuron para a abadia de Monte Cassino. Essa medalha acrescenta a palavra pax – paz – no alto da cruz e aos pés de São Bento os dizeres Ex S.M. Casino MDCCCLXXX – Do Santo Monte Casino – 1880.

 

Link

 

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abril 4th, 2015

A Profecia de Chico Xavier para 2019 – Para ler, reler, refletir, meditar….

profeciachicoxavier

 

Postado por Edson Luiz Pocahi em 2 novembro 2013 às 15:43

Revelações apontam que o futuro da Terra está nas mãos do homem

Chamada de capa do jornal Folha Espírita, ano XXXV, nº 439, edição de maio de 2011
Marlene Nobre

Em razão da gra­vi­dade do assunto, trazemos aos leitores da Folha Es­pí­rita a re­ve­lação feita pelo mais im­por­tante mé­dium da his­tória hu­mana, Fran­cisco Cân­dido Xa­vier, a Ge­raldo Lemos Neto, fun­dador da Casa de Chico Xa­vier, de Pedro Le­o­poldo (MG), e da Vinha de Luz Edi­tora, de Belo Ho­ri­zonte (MG), em 1986, sobre o fu­turo que está re­ser­vado ao pla­neta Terra e a todos os seus ha­bi­tantes nos pró­ximos anos.

“Há muito tempo car­rego este fardo co­migo e sempre me pre­o­cupei no sen­tido de que Chico Xa­vier não me fa­laria tudo o que re­lato nesta edição da Folha Es­pí­rita à toa, senão com uma fi­na­li­dade es­pe­cí­fica. Na oca­sião da con­versa que des­crevo nas pá­ginas se­guintes, senti que minha mente es­tava re­ce­bendo um tra­ta­mento mnemô­nico di­fe­rente para que não vi­esse a es­quecer aquelas pa­la­vras pro­fé­ticas, e que, em mo­mento opor­tuno do fu­turo, eu seria cha­mado a tes­te­munhá-las.

Estou aqui na con­dição de um car­teiro, ou me­lhor di­zendo, de um men­sa­geiro de um car­tório de notas a quem fosse con­fiada a ta­refa de en­tregar de­ter­mi­nada no­ti­fi­cação por ordem de uma au­to­ri­dade su­pe­rior. Cons­ci­ente da im­por­tância do que me foi con­fiado às mãos, en­trego-o hoje em sua com­ple­tude aos nossos ir­mãos em hu­ma­ni­dade, na cer­teza de que estou cum­prindo um dever e nada mais. O seu con­teúdo não foi la­vrado por mim e sim pelo maior mé­dium que a hu­ma­ni­dade co­nheceu desde os tempos do Cristo, que é Chico Xa­vier. Guardo a cer­teza de que o mé­dium, por sua vez, o re­ce­berá por parte da Grande Co­mu­ni­dade dos Pra­ti­cantes do Evan­gelho de Jesus no Mais Além.” (Pá­ginas 4 e 5 da edição de maio da re­vista Folha Es­pí­rita)

Ano-limite do mundo velho

Matéria de Marlene Nobre publicado no jornal Folha Espírita, ano XXXV, nº 439, edição de maio de 2011
Marlene Nobre

O tema da trans­for­mação da Terra de mundo de ex­pi­ação e provas para mundo de re­ge­ne­ração, le­van­tado pelo pró­prio co­di­fi­cador da Dou­trina Es­pí­rita, Allan Kardec, sempre in­te­ressou e in­trigou Ge­raldo Lemos Neto, fun­dador da Casa de Chico Xa­vier, de Pedro Le­o­poldo (MG).

Com 19 anos de idade, já tendo lido e es­tu­dado toda a obra de Kardec, co­nheceu o mé­dium Chico Xa­vier, amigo da fa­mília desde os tempos de sua me­ni­nice em Pedro Le­o­poldo. “Na­quela época, como já havia ou­vido inú­meros casos re­la­tivos à sua me­diu­ni­dade e ca­ri­dade para com o pró­ximo, tinha muita von­tade de co­nhecê-lo e ouvi-lo pes­so­al­mente, o que de fato ocorreu em ou­tubro de 1981, em São Paulo”, lembra Lemos Neto. A partir da­quele pri­meiro en­contro, uma grande afi­ni­dade os ligou, con­forme conta, o que fez com que o também fun­dador da Edi­tora Vinha de Luz o vi­si­tasse re­gu­lar­mente em Ube­raba (MG), acom­pa­nhado de fa­mi­li­ares.

Em 1984 Lemos Neto casou-se com Eliana, irmã de Vi­valdo da Cunha Borges, que mo­rava com Chico Xa­vier desde 1968 e di­a­gra­mava todos os seus li­vros. A partir de então, passou a des­frutar de uma in­ti­mi­dade maior com Chico em Ube­raba, vi­si­tando-o com mais frequência e hos­pe­dando-se em sua re­si­dência. “Posso dizer que essa época foi para meu co­ração um ver­da­deiro te­souro dos céus. Re­cordo-me até hoje da­queles anos de con­vi­vência amo­rosa e ins­tru­tiva na com­pa­nhia do sábio mé­dium e amigo com pro­funda gra­tidão a Deus, que me per­mitiu se­me­lhante con­cessão por acrés­cimo de Sua Mi­se­ri­córdia In­fi­nita. Assim, tive a fe­li­ci­dade de con­viver na in­ti­mi­dade com Chico Xa­vier, di­a­lo­gando com ele vezes sem conta, ma­dru­gada a dentro, sobre va­ri­ados as­suntos de nossos in­te­resses co­muns, no­ta­da­mente sobre es­cla­re­ci­mentos pal­pi­tantes acerca da Dou­trina dos Es­pí­ritos e do Evan­gelho de Jesus”, re­corda.

Um desses temas, como lembra Lemos Neto, foi em re­lação ao Apo­ca­lipse, do Novo Tes­ta­mento. “Sempre me as­som­brei com o tema, re­la­tando a Chico Xa­vier minha di­fi­cul­dade de en­tender o livro sa­grado es­crito pela me­diu­ni­dade de João Evan­ge­lista. Desde então, em nossos co­ló­quios, Chico Xa­vier tinha sempre uma ou outra pa­lavra es­cla­re­ce­dora sobre o as­sunto, pon­tu­ando esse ou aquele ver­sí­culo e fa­zendo-me com­pre­ender, aos poucos, o mo­mento de tran­sição pelo qual passa o nosso orbe pla­ne­tário, a ca­minho da re­ge­ne­ração”, afirma. Foi em uma dessas con­versas ha­bi­tuais, lem­brando o livro de sua psi­co­grafia, Brasil, Co­ração do Mundo, Pá­tria do Evan­gelho, es­crito pelo es­pí­rito Hum­berto de Campos, que Lemos Neto ex­ternou ao mé­dium sua dú­vida quanto ao tí­tulo do livro, uma vez que ainda na­quela oca­sião, em me­ados da dé­cada de 80, o Brasil vivia às voltas com a hi­pe­rin­flação, a mi­séria, a fome, as grandes dis­pa­ri­dades so­ciais, o des­con­trole po­lí­tico e econô­mico, sem falar nos es­cân­dalos de cor­rupção e no atraso cul­tural.

“Lembro-me, como hoje, a ex­pressão sur­presa do Chico me res­pon­dendo: ‘Ora, Ge­ral­dinho, você está que­rendo pri­vi­lé­gios para a Pá­tria do Evan­gelho, quando o fun­dador do Evan­gelho, que é Nosso Se­nhor Jesus Cristo, viveu na po­breza, cer­cado de do­entes e ne­ces­si­tados de toda ordem, ex­pe­ri­mentou toda a sorte de vi­cis­si­tudes e per­se­gui­ções para ser su­pli­ciado quase aban­do­nado pelos seus amigos mais pró­ximos e morrer cru­ci­fi­cado entre dois la­drões? Não nos es­que­çamos de que o fun­dador do Evan­gelho atra­vessou toda sorte de pro­va­ções, pa­deceu o mar­tírio da cruz, mas de­pois ele largou a cruz e res­sus­citou para a Vida Imortal! Isso deve servir de ro­teiro para a Pá­tria do Evan­gelho. Um dia ha­ve­remos de res­sus­citar das cinzas de nosso pró­prio sa­cri­fício para de­mons­trar ao mundo in­teiro a imor­ta­li­dade glo­riosa!’”, es­cla­receu.

Sobre essas e ou­tras re­ve­la­ções feitas a ele por Chico Xa­vier sobre fatos re­la­ci­o­nados ao ano em que se dará a grande trans­for­mação do nosso pla­neta, Lemos Neto fala mais abaixo:

Folha Es­pí­rita – No livro A Ca­minho da Luz, nosso ben­feitor Em­ma­nuel já havia pre­visto que no sé­culo XX ha­veria mais uma reu­nião dos Es­pí­ritos Puros e Eleitos do Se­nhor, a fim de de­ci­direm quanto aos des­tinos da Terra. A reu­nião acon­teceu e a ela com­pa­re­ceram Chico e Em­ma­nuel – os mis­si­o­ná­rios que tra­ba­lham ab­ne­ga­da­mente, por sé­culos a fio, em favor da re­no­vação hu­mana.

Quais os re­sul­tados dessa reu­nião?

Ge­raldo Lemos Neto – Na sequência da nossa con­versa, per­guntei ao Chico o que ele queria exa­ta­mente dizer a res­peito do sa­cri­fício do Brasil. Es­taria ele a prever o fu­turo de nossa nação e do mundo? Chico pensou um pouco, como se es­ti­vesse vis­lum­brando cenas dis­tantes e, de­pois de algum tempo, re­tornou para dizer-nos: “Você se lembra, Ge­ral­dinho, do livro de Em­ma­nuel, A Ca­minho da Luz? Nas pá­ginas fi­nais da nar­ra­tiva de nosso ben­feitor, no ca­pí­tulo XXIV, cujo tí­tulo é O Es­pi­ri­tismo e as Grandes Tran­si­ções? Nele, Em­ma­nuel afir­mara que os es­pí­ritos ab­ne­gados e es­cla­re­cidos fa­lavam de uma nova reu­nião da co­mu­ni­dade das po­tên­cias an­gé­licas do Sis­tema Solar, da qual é Jesus um dos mem­bros di­vinos, e que a so­ci­e­dade ce­leste se reu­niria pela ter­ceira vez na at­mos­fera ter­restre, desde que o Cristo re­cebeu a sa­grada missão de re­dimir a nossa hu­ma­ni­dade, para, enfim, de­cidir no­va­mente sobre os des­tinos do nosso mundo.

Pois então, Em­ma­nuel es­creveu isso nos idos de 1938 e estou in­for­mado que essa reu­nião de fato já ocorreu. Ela se deu quando o homem fi­nal­mente in­gressou na co­mu­ni­dade pla­ne­tária, dei­xando o solo do mundo ter­restre para pisar pela pri­meira vez o solo lunar. O homem, por seu pró­prio es­forço, con­quistou o di­reito e a pos­si­bi­li­dade de vi­ajar até a Lua, fato que se ma­te­ri­a­lizou em 20 de julho de 1969. Na­quela oca­sião, o Go­ver­nador Es­pi­ri­tual da Terra, que é Nosso Se­nhor Jesus Cristo, ou­vindo o apelo de ou­tros seres an­ge­li­cais de nosso Sis­tema Solar, con­vo­cara uma reu­nião des­ti­nada a de­li­berar sobre o fu­turo de nosso pla­neta. O que posso lhe dizer, Ge­ral­dinho, é que de­pois de muitos diá­logos e de­bates entre eles foram dadas di­versas su­ges­tões e, ao final do ce­leste con­clave, a bon­dade de Jesus de­cidiu con­ceder uma úl­tima chance à co­mu­ni­dade ter­rá­quea, uma úl­tima mo­ra­tória para a atual ci­vi­li­zação no pla­neta Terra. Todas as in­jun­ções cár­micas pre­vistas para acon­te­cerem ao final do sé­culo XX foram então sus­pensas, pela Mi­se­ri­córdia dos Céus, para que o nosso mundo ti­vesse uma úl­tima chance de pro­gresso moral.
O cu­rioso é que nós vamos re­co­nhecer nos Evan­ge­lhos e no Apo­ca­lipse exa­ta­mente este pe­ríodo atual, em que es­tamos vi­vendo, como a un­dé­cima hora ou a hora der­ra­deira, ou mesmo a cha­mada úl­tima hora.”

FE – Como você re­agiu di­ante da des­crição do que acon­te­cera nessa reu­nião nas Altas Es­feras?

Ge­ral­dinho – Ex­tre­ma­mente cu­rioso com o de­sen­rolar do re­lato de Chico Xa­vier, per­guntei-lhe sobre qual fora então as de­li­be­ra­ções de Jesus, e ele me res­pondeu: “Nosso Se­nhor de­li­berou con­ceder uma mo­ra­tória de 50 anos à so­ci­e­dade ter­rena, a ini­ciar-se em 20 de julho de 1969, e, por­tanto, a findar-se em julho de 2019. Or­denou Jesus, então, que seus emis­sá­rios ce­lestes se em­pe­nhassem mais di­re­ta­mente na ma­nu­tenção da paz entre os povos e as na­ções ter­res­tres, com a fi­na­li­dade de co­la­borar para que nós in­gres­sás­semos mais ra­pi­da­mente na co­mu­ni­dade pla­ne­tária do Sis­tema Solar, como um mundo mais re­ge­ne­rado, ao final desse pe­ríodo. Al­gumas po­tên­cias an­gé­licas de ou­tros orbes de nosso Sis­tema Solar re­ce­aram a di­lação do prazo extra, e foi então que Jesus, em sua sa­be­doria, re­solveu es­ta­be­lecer uma con­dição para os ho­mens e as na­ções da van­guarda ter­restre. Se­gundo a im­po­sição do Cristo, as na­ções mais de­sen­vol­vidas e res­pon­sá­veis da Terra de­ve­riam aprender a se su­por­tarem umas às ou­tras, res­pei­tando as di­fe­renças entre si, abs­tendo-se de se lan­çarem a uma guerra de ex­ter­mínio nu­clear. A face da Terra de­veria evitar a todo custo a cha­mada III Guerra Mun­dial. Se­gundo a de­li­be­ração do Cristo, se e so­mente se as na­ções ter­renas, du­rante este pe­ríodo de 50 anos, apren­dessem a arte do bom con­vívio e da fra­ter­ni­dade, evi­tando uma guerra de des­truição nu­clear, o mundo ter­restre es­taria enfim ad­mi­tido na co­mu­ni­dade pla­ne­tária do Sis­tema Solar como um mundo em re­ge­ne­ração. Ne­nhum de nós pode prever, Ge­ral­dinho, os avanços que se darão a partir dessa data de julho de 2019, se apenas sou­bermos de­fender a paz entre nossas na­ções mais de­sen­vol­vidas e cultas!”
FE – Quais são os acon­te­ci­mentos que po­demos prever com essas re­ve­la­ções para a Terra?

Ge­ral­dinho – Per­guntei, então, ao Chico a que avanços ele se re­feria e ele me res­pondeu: “Nós al­can­ça­remos a so­lução para todos os pro­blemas de ordem so­cial, como a so­lução para a po­breza e a fome que es­tarão ex­tintas; te­remos a des­co­berta da cura de todas as do­enças do corpo fí­sico pela ma­ni­pu­lação ge­né­tica nos avanços da Me­di­cina; o homem ter­restre terá amplo e total acesso à in­for­mação e à cul­tura, que se fará mais ge­ne­ra­li­zada; também os nossos ir­mãos de ou­tros pla­netas mais evo­luídos terão a per­missão ex­pressa de Jesus para se nos apre­sen­tarem aber­ta­mente, co­la­bo­rando co­nosco e ofe­re­cendo-nos tec­no­lo­gias novas, até então ini­ma­gi­ná­veis ao nosso atual es­tágio de de­sen­vol­vi­mento ci­en­tí­fico; ha­ve­remos de fa­bricar apa­re­lhos que nos fa­ci­li­tarão o con­tato com as es­feras de­sen­car­nadas, pos­si­bi­li­tando a nossa sau­dosa con­versa com os entes que­ridos que já par­tiram para o além-tú­mulo; enfim es­ta­ríamos di­ante de um mundo novo, uma nova Terra, uma glo­riosa fase de es­pi­ri­tu­a­li­zação e be­leza para os des­tinos de nosso pla­neta.”

Foi então que, fa­zendo as vezes de ad­vo­gado do diabo, per­guntei a ele: Chico, até agora você tem me fa­lado apenas da me­lhor hi­pó­tese, que é esta em que a hu­ma­ni­dade ter­restre per­ma­ne­ceria em paz até o fim da­quele pe­ríodo de 50 anos. Mas, e se acon­tecer o caso das na­ções ter­res­tres se lan­çarem a uma guerra nu­clear? “Ah! Ge­ral­dinho, caso a hu­ma­ni­dade en­car­nada de­cida se­guir o in­feliz ca­minho da III Guerra mun­dial, uma guerra nu­clear de con­sequên­cias im­pre­vi­sí­veis e de­sas­trosas, aí então a pró­pria mãe Terra, sob os aus­pí­cios da Vida Maior, re­a­girá com vi­o­lência im­pre­vista pelos nossos ho­mens de ci­ência. O homem co­me­çaria a III Guerra, mas quem iria ter­miná-la se­riam as forças te­lú­ricas da na­tu­reza, da pró­pria Terra can­sada dos des­mandos hu­manos, e se­ríamos de­fron­tados então com ter­re­motos gi­gan­tescos; ma­re­motos e ondas (tsu­namis) con­se­quentes; ve­ríamos a ex­plosão de vul­cões há muito ex­tintos; en­fren­ta­ríamos de­gelos ar­ra­sa­dores que avas­sa­la­riam os polos do globo com trá­gicos re­sul­tados para as zonas cos­teiras, de­vido à ele­vação dos mares; e, neste caso, as cinzas vul­câ­nicas as­so­ci­adas às ir­ra­di­a­ções nu­cle­ares ne­fastas aca­ba­riam por tornar to­tal­mente ina­bi­tável todo o He­mis­fério Norte de nosso globo ter­restre.”
O que aconteceria especificamente com o Brasil?

Em certa oca­sião, Ge­raldo Lemos Neto, fun­dador da Casa de Chico Xa­vier, de Pedro Le­o­poldo (MG), fez essa mesma per­gunta a Chico Xa­vier. Se­gundo o mé­dium, “em todas as duas si­tu­a­ções, o Brasil cum­prirá o seu papel no grande pro­cesso de es­pi­ri­tu­a­li­zação pla­ne­tária. Na me­lhor das hi­pó­teses, nossa nação cres­cerá em im­por­tância so­ci­o­cul­tural, po­lí­tica e econô­mica pe­rante a co­mu­ni­dade das na­ções. Não só se­remos o ce­leiro ali­men­tício e de ma­té­rias-primas para o mundo, como também a grande fonte ener­gé­tica com o des­co­bri­mento de enormes re­servas pe­tro­lí­feras que farão da Pe­tro­bras uma das mai­ores em­presas do mundo.”

E pros­se­guiu Chico: “O Brasil cres­cerá a passos largos e ocu­pará im­por­tante papel no ce­nário global, isso terá como con­sequência a ele­vação da cul­tura bra­si­leira ao ce­nário in­ter­na­ci­onal e, a re­boque, os li­vros do Es­pi­ri­tismo Cristão, que aqui ti­veram solo fértil no seu de­sen­vol­vi­mento, atin­girão o in­te­resse das ou­tras na­ções também. Agora, caso ocorra a pior hi­pó­tese, com o He­mis­fério Norte do pla­neta tor­nando-se ina­bi­tável, grandes fluxos mi­gra­tó­rios se for­ma­riam então para o He­mis­fério Sul, onde se situa o Brasil, que então seria cha­mado mais di­re­ta­mente a de­sem­pe­nhar o seu papel de Pá­tria do Evan­gelho, exem­pli­fi­cando o amor e a re­núncia, o perdão e a com­pre­ensão es­pi­ri­tual pe­rante os povos mi­grantes.

A Nova Era da Terra, neste caso, de­mo­raria mais tempo para chegar com todo seu es­plendor de con­quistas ci­en­tí­ficas e mo­rais, porque seria ne­ces­sário mais um longo pe­ríodo de re­cons­trução de nossas na­ções e so­ci­e­dades, for­çadas a se re­or­ga­ni­zarem em seus fun­da­mentos mais bá­sicos.”

FE – Se­gundo Chico Xa­vier, esses fluxos mi­gra­tó­rios se­riam pa­cí­ficos?
Ge­ral­dinho – In­fe­liz­mente não. Se­gundo Chico me re­velou, o que res­tasse da ONU aca­baria por de­cidir a in­vasão das na­ções do He­mis­fério Sul, in­cluindo-se aí ob­vi­a­mente o Brasil e o res­tante da Amé­rica do Sul, a Aus­trália e o sul da África, a fim de que nossas na­ções fossem ocu­padas mi­li­tar­mente e di­vi­didas entre os so­bre­vi­ventes do ho­lo­causto no He­mis­fério Norte. Aí é que nós, bra­si­leiros, iríamos ser cha­mados a exem­pli­ficar a ver­da­deira fra­ter­ni­dade cristã, en­ten­dendo que nossos ir­mãos do Norte, em­bora in­va­sores a “mano mi­li­tare”, não dei­xa­riam de estar so­bre­car­re­gados e aflitos com as con­sequên­cias ne­fastas da guerra e das he­ca­tombes te­lú­ricas, e, por­tanto, ainda assim, de­vendo ser con­si­de­rados nossos ir­mãos do ca­minho, ne­ces­si­tados de apoio e ar­rimo, com­pre­ensão e amor.

Neste ponto da con­versa, Chico fez uma pausa na nar­ra­tiva e com­pletou: “Nosso Brasil como o co­nhe­cemos hoje será então des­fi­gu­rado e di­vi­dido em quatro na­ções dis­tintas. So­mente uma quarta parte de nosso ter­ri­tório per­ma­ne­cerá co­nosco e aos bra­si­leiros res­tarão apenas os Es­tados do Su­deste so­mados a Goiás e ao Dis­trito Fe­deral. Os nor­te­a­me­ri­canos, ca­na­denses e me­xi­canos ocu­parão os Es­tados da Re­gião Norte do País, em sin­tonia com a Colômbia e a Ve­ne­zuela. Os eu­ro­peus virão ocupar os Es­tados da Re­gião Sul do Brasil unindo-os ao Uru­guai, à Ar­gen­tina e ao Chile. Os asiá­ticos, no­ta­da­mente chi­neses, ja­po­neses e co­re­anos, virão ocupar o nosso Centro-Oeste, em co­nexão com o Pa­ra­guai, a Bo­lívia e o Peru. E, por fim, os Es­tados do Nor­deste bra­si­leiro serão ocu­pados pelos russos e povos es­lavos. Nós não po­demos nos es­quecer de que todo esse in­trin­cado pro­cesso tem a sua as­cen­dência es­pi­ri­tual e somos for­çados a re­co­nhecer que temos muito que aprender com os povos in­va­sores.

Ve­jamos, por exemplo: os norte-ame­ri­canos podem nos en­sinar o res­peito às leis, o amor ao di­reito, à ci­ência e ao tra­balho. Os eu­ro­peus, de uma forma geral, po­derão nos trazer o amor à fi­lo­sofia, à mú­sica eru­dita, à edu­cação, à his­tória e à cul­tura. Os asiá­ticos po­derão in­cor­porar à nossa gente suas mais altas no­ções de res­peito ao dever, à dis­ci­plina, à honra, aos an­ciãos e às tra­di­ções mi­le­nares. E, então, por fim, nós bra­si­leiros, ofer­ta­remos a eles, nossos ir­mãos na carne, os mais altos va­lores de es­pi­ri­tu­a­li­dade que, mercê de Deus, en­te­sou­ramos no co­ração fra­terno e amigo de nossa gente sim­ples e hu­milde, essa gente boa que re­en­carnou na grande nação bra­si­leira para dar cum­pri­mento aos de­síg­nios de Deus e de­mons­trar a todos os povos do pla­neta a fé na Vida Su­pe­rior, tes­te­mu­nhando a con­ti­nui­dade da vida além-tú­mulo e o exer­cício se­reno e nobre da me­diu­ni­dade com Jesus.”

FE – O Brasil, em­bora so­frendo o im­pacto moral dessa ocu­pação es­tran­geira, es­taria imune aos mo­vi­mentos te­lú­ricos da Terra?

Ge­ral­dinho – In­fe­liz­mente, não. Se­gundo Chico Xa­vier, o Brasil não terá pri­vi­lé­gios e so­frerá também os efeitos de ter­re­motos e tsu­namis, no­ta­da­mente nas zonas cos­teiras. Acon­tece que, de acordo com o mé­dium, o im­pacto por aqui será bem menor se com­pa­rado com o que so­bre­virá no He­mis­fério Norte do pla­neta.

FE – Por tudo que se de­pre­ende da fala de Chico Xa­vier, você também crê que a ida do homem à Lua, em julho de 1969, tenha pre­ci­pi­tado de certa forma a pre­o­cu­pação com as con­quistas ci­en­tí­ficas dos hu­manos, que po­de­riam co­locar em risco o equi­lí­brio do Sis­tema Solar?

Ge­ral­dinho – Sim, creio que a re­ve­lação de Chico Xa­vier a res­peito traz, nas en­tre­li­nhas, essa pre­o­cu­pação ce­leste quanto às pos­sí­veis in­ter­fe­rên­cias dos hu­manos ter­rá­queos nos des­tinos do equi­lí­brio pla­ne­tário em nosso Sis­tema Solar. Pelo que Chico Xa­vier falou, al­guns dos seres an­gé­licos de ou­tros orbes pla­ne­tá­rios não es­ta­riam dis­postos a nos dar mais este prazo de 50 anos, que ven­cerá daqui a apenas oito anos, te­me­rosos talvez de nossas ne­fastas e per­ni­ci­osas in­fluên­cias. Essa úl­tima hora bem que po­deria ser por nós con­si­de­rada como a úl­tima bênção mi­se­ri­cor­diosa de Jesus Cristo em nosso favor, uma vez que, pela ex­pli­cação de Chico Xa­vier, foi ele, Nosso Se­nhor, quem ad­vogou em favor de nossa causa, ainda uma vez mais.

FE – A reu­nião da co­mu­ni­dade ce­leste teria de­ci­dido algo mais, se­gundo a ex­po­sição de Chico Xa­vier?

Ge­ral­dinho – Sim. Outra de­cisão dos ben­fei­tores es­pi­ri­tuais da Vida Maior foi a que de­ter­minou que, após o al­vo­recer do ano 2000 da Era Cristã, os es­pí­ritos em­pe­der­nidos no mal e na ig­no­rância não mais re­ce­be­riam a per­missão para re­en­carnar na face da Terra. Re­en­carnar aqui, a partir dessa data, equi­va­leria a um va­lioso prêmio justo, des­ti­nado apenas aos es­pí­ritos mais fortes e pre­pa­rados, que sou­beram ame­a­lhar, no trans­curso de múl­ti­plas re­en­car­na­ções, con­quistas es­pi­ri­tuais re­le­vantes como a man­sidão, a bran­dura, o amor à paz e à con­córdia fra­ternal entre povos e na­ções. In­sere-se dentro dessa pro­gra­mação de ordem su­pe­rior a pró­pria re­en­car­nação do mentor es­pi­ri­tual de Chico Xa­vier, o es­pí­rito Em­ma­nuel, que, de fato, veio a re­nascer, se­gundo Chico in­formou a va­ri­ados amigos mais pró­ximos, exa­ta­mente no ano 2000. Cer­ta­mente, Em­ma­nuel, re­en­car­nado aqui no co­ração do Brasil, ha­verá de de­sem­pe­nhar sig­ni­fi­ca­tivo papel na evo­lução es­pi­ri­tual de nosso orbe.

Todos os de­mais es­pí­ritos, re­cal­ci­trantes no mal, se­riam então, a partir de 2000, en­ca­mi­nhados for­ço­sa­mente à re­en­car­nação em mundos mais atra­sados, de ex­pi­a­ções e de provas as­pér­rimas, ou mesmo em mundos pri­mi­tivos, vi­ven­ci­ando ainda o es­tágio do homem das ca­vernas, para po­derem purgar os seus des­mandos e a sua in­sub­missão aos de­síg­nios su­pe­ri­ores. Chico Xa­vier tinha co­nhe­ci­mento desses mundos para onde os es­pí­ritos re­ni­tentes es­ta­riam sendo de­gre­dados. Se­gundo ele, o maior desses pla­netas se cha­maria Kírom ou Quírom.
FE – Pra­ti­ca­mente só nos restam oito anos pela frente. Em­ma­nuel fala na en­tre­vista da dé­cada de 1950, já pu­bli­cada nestas pá­ginas, que é ur­gente a trans­for­mação moral da hu­ma­ni­dade. Qual deve ser a nossa con­duta frente a re­ve­la­ções tão as­sus­ta­doras e ao con­selho do mentor?

Ge­ral­dinho – Então, ca­rís­sima Mar­lene, a úl­tima hora está de fato aí de­mons­trada. Basta termos “olhos de ver e ou­vidos de ouvir”, se­gundo a as­ser­tiva de Jesus. É a nossa úl­tima chance, é a úl­tima hora… Não há mais tempo para o ma­te­ri­a­lismo. Não há mais tempo para ilu­sões ou en­ganos ime­di­a­tistas. Ou se­gui­remos com a Luz que efe­ti­va­mente bus­carmos, ou nos afun­da­remos nas som­bras de nossa pró­pria ig­no­rância. Que será de nós? A res­posta está em nosso livre-ar­bí­trio, in­di­vi­dual e co­le­tivo. É a nossa es­colha de hoje que vai gerar o nosso des­tino. Po­de­remos optar pelo me­lhor ca­minho, o da fra­ter­ni­dade, da sa­be­doria e do amor, e a re­ge­ne­ração che­gará para nós de forma bri­lhante a partir de 2019; ou po­de­remos sim­ples­mente es­co­lher o ca­minho do so­fri­mento e da dor e, neste caso in­feliz, te­remos um longo pe­ríodo de re­cons­trução que po­derá durar mais de mil anos, se­gundo Chico Xa­vier. En­tre­tanto, se­jamos oti­mistas. Lem­bremo-nos que deste pe­ríodo de 50 anos já se pas­saram 42 anos em que as na­ções mais de­sen­vol­vidas e res­pon­sá­veis do pla­neta con­se­guiram se su­portar umas às ou­tras sem se lan­çarem a uma guerra de ex­ter­mínio nu­clear. Essa era a pré-con­dição im­posta por Jesus. Até aqui se­guimos bem, em­bora entre trancos e bar­rancos. Faltam-nos hoje apenas o per­curso da úl­tima milha, os úl­timos oito anos deste pe­ríodo de ex­ceção e mi­se­ri­córdia do Al­tís­simo. Oxalá pros­si­gamos na me­lhor com­pa­nhia!

Como po­de­remos fa­cil­mente con­cluir, tudo de­pen­derá, em úl­tima aná­lise, de nossas pró­prias es­co­lhas, en­quanto en­ti­dades in­di­vi­duais ou co­le­tivas, para nosso pro­gresso e as­censão es­pi­ri­tual. É o “A cada um será dado se­gundo as suas pró­prias obras!” que o Cristo nos en­sinou.

Não es­tamos en­tre­gues à fa­ta­li­dade nem pre­de­ter­mi­nados ao so­fri­mento. Es­tamos di­ante de uma en­cru­zi­lhada do des­tino co­le­tivo que nos une à nossa casa pla­ne­tária, aqui na Terra. Temos di­ante de nós dois ca­mi­nhos a se­guir. O ca­minho do amor e da sa­be­doria nos le­vará a mais rá­pida as­censão es­pi­ri­tual co­le­tiva. O ca­minho do ódio e da ig­no­rância acar­retar-nos-á mais amplo dis­pêndio de sé­culos na re­cons­trução ma­te­rial e es­pi­ri­tual de nossas co­le­ti­vi­dades. Tudo virá de acordo com nossas es­co­lhas de agora, in­di­vi­duais e co­le­tivas. Oremos muito para que os Ben­fei­tores da Vida Maior con­ti­nuem a nos ajudar e in­cen­tivar a se­guir pelo Ca­minho da Ver­dade e da Vida. O pró­prio es­pí­rito Em­ma­nuel, através de Chico Xa­vier, res­pon­dendo a uma en­tre­vista já pu­bli­cada em livro nos diz que as pro­fe­cias são re­ve­ladas aos ho­mens para não serem cum­pridas. São na re­a­li­dade um grande aviso es­pi­ri­tual para que nos me­lho­remos e afas­temos de nós a hi­pó­tese do pior ca­minho.

Com­par­tilho com os lei­tores da Folha Es­pí­rita men­sagem de nosso ben­feitor es­pi­ri­tual The­ophorus, psi­co­gra­fada por nosso in­ter­médio, na noite de 14 de agosto de 2006 em reu­nião pú­blica no Centro Es­pí­rita Luz, Amor e Ca­ri­dade, de Belo Ho­ri­zonte (MG). Com o tí­tulo A Terra da Pro­missão, seu con­teúdo versa exa­ta­mente sobre o tema desta en­tre­vista.

A Terra da Promissão

A mensagem abaixo foi psicografada em reunião pública no Centro Espírita Luz, Amor e Caridade, na noite de 14 de agosto de 2006, por Geraldo Lemos Neto

Ir­mãos,
Na aber­tura do Ca­pí­tulo IX de O Evan­gelho Se­gundo o Es­pi­ri­tismo, Allan Kardec, com muita pro­pri­e­dade, es­co­lheu a frase ines­que­cível de Nosso Se­nhor Jesus Cristo:

“Bem-aven­tu­rados os mansos, porque eles her­darão a terra!” (Ma­teus, 5: 5)
Por muitos sé­culos, a frase au­gusta do di­vino Mestre restou não com­pre­en­dida pela co­le­ti­vi­dade cristã na face ter­restre. Afinal, que terra pro­me­tida é essa a que se re­fere o Cristo, re­ser­vando-a aos brandos de co­ração e aos hu­mildes do es­pí­rito?

Não obs­tante o as­pecto pro­fundo, muitas vezes atri­buindo às pa­la­vras ilu­mi­nadas de Jesus de Na­zaré o sen­tido fi­gu­rado, em que muitos es­tu­di­osos da letra cristã con­si­de­raram essa terra sob o sig­ni­fi­cado es­pi­ri­tual da terra sim­bó­lica da paz rei­nante nos co­ra­ções dos justos, for­çoso é re­co­nhe­cermos que o real al­cance da pro­messa do Cristo a esse res­peito vai mais longe. Os mundos, es­tân­cias de tra­balho e aper­fei­ço­a­mento que en­xa­meiam a col­meia uni­versal da Cri­ação di­vina, também pro­gridem es­pi­ri­tu­al­mente, gal­gando novos postos de ser­viço como edu­can­dá­rios va­li­osos dos es­pí­ritos de suas hu­ma­ni­dades cor­re­latas, em con­tínuo pro­cesso de as­censão. À me­dida que avançam as no­ções su­pe­ri­ores do es­pí­rito en­car­nado, le­van­tando o pró­prio olhar para as re­a­li­dades da vida im­pe­re­cível, soa o clarim de uma nova era para as co­le­ti­vi­dades hu­manas se­dentas de paz e de pro­gresso.

É che­gado o mo­mento de novo de­grau evo­lu­tivo para a casa pla­ne­tária a que cha­mamos Terra. O prazo de 20 sé­culos da men­sagem es­pi­ri­tual do Mestre ines­que­cível, desde sua pas­sagem re­no­va­dora às mar­gens do mar da Ga­li­leia, che­gará no pró­ximo ano de 2030. Desde o ad­vento do novo sé­culo XXI, por de­ter­mi­nação su­pe­rior, apenas têm acesso à porta da re­en­car­nação os es­pí­ritos que atin­giram em suas con­quistas es­pi­ri­tuais a man­sidão, a bran­dura e a hu­mil­dade. Aqueles que não sou­beram ad­quirir esses pa­trimô­nios mo­rais na con­ta­bi­li­dade de seus cré­ditos pes­soais, no trans­curso de suas su­ces­sivas re­en­car­na­ções em 20 sé­culos de vida cristã na face da Terra, serão, como já estão sendo, con­du­zidos a mundos de ex­pi­ação e provas que se lhes afinem com as ten­dên­cias in­fe­ri­ores e in­fe­lizes.

Os bons alunos, que se têm es­for­çado por domar as suas más ten­dên­cias, re­a­jus­tando-se-lhes os co­ra­ções em sin­tonia com o amor uni­versal e a sa­be­doria de todos os tempos, são estes que o di­vino Mestre ape­lida de brandos e hu­mildes, mansos e pa­cí­ficos, que hão de herdar a nova Terra. Muitos deles já estão entre vós, apre­sen­tando-se com a in­fância na­tural de seus pri­meiros anos de cri­anças ter­res­tres.

À me­dida que forem che­gando à ju­ven­tude e à ma­du­reza, con­tudo, as­su­mirão cada vez mais o re­le­vante papel para o qual foram cha­mados na so­ci­e­dade ter­restre, o que im­pri­mirá vi­go­rosa trans­for­mação no am­bi­ente con­tur­bado que ainda vos en­volve o co­ti­diano.

Apro­xima-se a fase final desta tran­sição que ha­verá de elevar a Terra à con­dição de “mundo re­ge­ne­rado” para a qual se des­tina. Este pe­ríodo final será jus­ta­mente aquele entre o cen­té­simo ani­ver­sário do nas­ci­mento do após­tolo con­so­lador Chico Xa­vier, a co­me­morar-se no pró­ximo ano de 2010, em 2 de abril, e o ani­ver­sário do bi­cen­te­nário do ad­vento do Con­so­lador pro­me­tido pelo Cristo, a co­me­morar-se no fu­turo ano de 2057, mais pre­ci­sa­mente no dia 18 de abril.
Até lá ainda ex­pe­ri­men­ta­reis os es­ter­tores da vida som­bria dos sen­ti­mentos in­fe­ri­ores que ainda vos cir­cundam a exis­tência, fa­dada, in­va­ri­a­vel­mente, a ser var­rida da nova Terra pela pre­sença da Luz. Es­te­jamos, pois, con­fi­antes que Jesus, nosso di­vino Mestre, está no leme de nossa em­bar­cação pla­ne­tária, con­du­zindo-a ao porto se­guro da paz e da es­pe­rança, da ale­gria e do amor, que ha­verá de nos ir­manar, uns aos ou­tros, como ge­nuínos her­deiros dessa nova hu­ma­ni­dade.

Ir­mãos, amigos que­ridos e com­pa­nheiros de jor­nada, fa­çamos, pois, nossa parte para me­recê-la!

The­ophorus

“Tudo de­pen­derá, em úl­tima aná­lise, de nossas pró­prias es­co­lhas, en­quanto en­ti­dades in­di­vi­duais ou co­le­tivas, para nosso pro­gresso e as­censão es­pi­ri­tual. É o ‘A cada um será dado se­gundo as suas pró­prias obras!’ que o Cristo nos en­sinou”

 

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março 3rd, 2015

Lindo D+ – Muito Emocionante e Consolador !!

violetas

 

Depoimento da atriz Ana Rosa

Algumas vezes eu representei cenas de perdas de entes queridos em novelas. No dia 17 de novembro de 1995, no velório de minha filha Ana Luísa, nascida em São Paulo no dia 10 de dezembro de 1976, eu não queria acreditar que estivesse vivendo aquilo de verdade.
No dia seguinte, saí para comprar alguns presentes de Natal. Afinal, meus outros seis filhos ainda estavam ali e precisavam da mãe. Mas eu parecia um zumbi. Numa loja, me senti mal. Tontura, fraqueza, parecia que meu peito iria explodir, que eu não iria aguentar tanta dor. Pedi à vendedora que me deixasse sentar um pouco. Eu estava quase sufocando, as lágrimas queriam saltar de meus olhos. Mas eu não queria chorar. Queria esconder minha dor, fazer de conta que aquilo não havia acontecido comigo. Bebi água, respirei fundo e saí ainda zonza.
Eu sempre acreditei que iria terminar de criar minha filha, como todos os outros. Que iria vê-la formar-se em veterinária. Vê-la casada, com filhos. Achava que teria sempre a Aninha ao meu lado. Um dia, ela me contou que quando era pequena e eu saía pra trabalhar, ela sentia medo de que eu não voltasse. Por isso ficava sempre na porta de casa me olhando até eu sumir de sua vista. Por isso vivia grudada em mim.
Imagino que ela já pressentia ainda criança, que iríamos nos separar cedo. Só que foi ela a ir embora. Foi ela que saiu e não voltou mais. Foi ela que me deixou com a sua saudade. Para amenizar a falta, o vazio que ela deixou, eu ficava horas revendo os vídeos mais recentes com suas imagens. Nossas viagens, festas de aniversários, a formatura da irmã, seu jeitinho lindo tão meu conhecido de sentir vergonha.
Ela com o primeiro e único namorado. O gesto característico de arrumar os cabelos. A sua primeira apresentação de piano. Nesse vídeo então, eu ficava namorando suas mãos de dedos longos e finos. Até hoje eu me lembro de cada detalhe das mãos da Aninha. Assim como me lembro de cada detalhe de seus pés, do seu rosto…
Dali pra frente, o que mais me chocava e surpreendia era que todo o resto do mundo continuava igual. Como se nada tivesse acontecido: o sol nascia e se punha todos os dias, as pessoas andavam pelas ruas. O mesmo movimento, barulho. O mundo continuava a girar. Tudo, tudo igual. Só na minha casa, na minha família, dentro de mim, é que nada mais voltaria a ser como antes. Faltava minha filha, Ana Luísa!
Eu passava, quase diariamente, nos lugares comuns: o colégio Imaculada Conceição, em Botafogo. Cinema, lanchonete, restaurante, o metrô, onde tantas e tantas vezes viajamos juntas. A loja das comprinhas, o shopping, o parquinho, o clube onde fazia natação. A praia de Botafogo onde ela foi atropelada, o hospital Miguel Couto, onde passamos as horas mais angustiosas de nossas vidas.
O cemitério São João Batista, onde repousam seus restos mortais. Até hoje cada um desses lugares me lembra alguma coisa de minha filha. Até hoje guardo as lembranças de seus abraços, seus chamegos, o cheirinho da sua pele, o calor, seu carinho e aconchego. Ana vivia literalmente pendurada em mim. Já grandona, maior que eu, mas sempre como se fosse meu nenê pedindo colo.
Saudade. Saudade. Saudade, minha Aninha.
Não fosse a minha fé e a convicção de que a vida não termina com a morte, não fossem os outros filhos que ainda precisavam de mim, acho que teria pirado. Além da família, o trabalho, a terapia e o estudo da doutrina espírita me deram forças para superar a separação e a falta da Ana Luísa.
Sou e serei eternamente grata ao meu Pai do Céu, porque fui agraciada com muitos sinais de que a separação é apenas temporária. Alguns dias após sua passagem entrei em seu quartinho que ficou inundado pelo cheiro de rosas. Instintivamente fui olhar pela janela. Naturalmente o cheiro não vinha de fora. O perfume intenso era só ali dentro.
Um mês depois, no grupo que eu frequentava no Centro Seara Fraterna, minha filha se manifestou. Ainda meio confusa pela mudança abrupta e repentina, mas já consciente de sua passagem. Naquela noite, o buraco no meu peito que parecia uma ferida sangrando, mudou de aspecto. Continuava a doer, mas a certeza de que minha filha continuava e continua viva em alguma outra dimensão me trouxe uma nova perspectiva. A de que eu poderia chorar pela sua ausência, nunca pelo seu fim.
Dalí pra frente, algumas vezes vi, em outras pressenti, sua essência ao meu lado. No decorrer desses doze anos, recebi, por acréscimo de misericórdia, um bom número de mensagens dela. Uma das últimas foi através de um médium reconhecido, que foi fazer uma palestra num evento que eu apresentava. Sem que eu esperasse ou solicitasse, ele disse que via uma jovem ao meu lado – me descreveu exatamente minha filha – e que ela me apontava para ele dizendo: é esta aqui, ó.
Esta é que é a minha mãe. Quando me sentei, ele disse que ela sentou-se no meu colo. Entre as várias coisas no recado que me mandou, encerrou dizendo que as violetas (enceno a peça “Violetas na janela” há 11 anos) que ela cultiva onde se encontra, não serão colocadas na janela, e sim, serão usadas para fazer um tapete de flores para eu pisar quando chegar lá.

 

anarosa

 

Gratidão eterna ao Pai querido, que permite acalentar o coração de uma mãe !!!

 

fevereiro 2nd, 2015

A Majestade dos Mares

janaina

 

 

 

Senhora da calunga grande (mar) também conhecida como Senhora da Coroa Estrelada ou Janaina (do tupi-africano) é a deusa do mar e protetora das mães e das esposas, representando a mãe que protege os filhos a qualquer custo, a mãe de vários filhos, ou vários peixes. Adora cuidar de crianças e animais domésticos.

A ela também pertencem a fecundidade e a proteção aos pescadores e jangadeiros.

A regência de Iemanjá em nossas vidas se manifesta naquela necessidade que temos de saber se aqueles que amamos estão bem, é a dor pela preocupação, é o amor ao próximo, principalmente em se tratando de um filho, filha, pai, mãe, outro parente ou amigo muito querido.

É a preocupação e o desejo de ver aquele que amamos a salvo, sem problemas, é a manutenção da harmonia do lar. Iemanjá é o Orixá que rege nossos lares, nossas casas.

É ela quem dá o sentido de família às pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto.

Ela é a geradora do sentimento de amor ao seu ente querido, que vai dar sentido e personalidade ao grupo formado por pai, mãe e filhos tornando-os coesos.

Rege as uniões, os aniversários, as festas de casamento, enfim todas as comemorações familiares. É o sentido da união por laços consanguíneos ou não.

Num Terreiro, Iemanjá atua dando sentido ao grupo, à comunidade ali reunida e transformando essa convivência num ato familiar; criando raízes e dependência; proporcionando sentimento de irmão para irmão em pessoas que há bem pouco tempo não se conheciam; proporcionando também o sentimento de pai para filho ou de mãe para filho e vice-versa, nos casos de relacionamento dos Babalorixás (Pais no Santo) ou Ialorixás (Mães no Santo) com os Filhos no Santo, portanto assim como Oxalá é o Pai da Umbanda e Princípio Gerador Masculino, Iemanjá é a Grande Mãe da Umbanda que ao juntar-se com Oxalá complementa-o com seu Princípio Gerador Feminino.

No Brasil, Yemanjá é um dos orixás mais populares e reverenciados do Candomblé, Batuque, Xambá, Xangô do Nordeste, Omoloko, Umbanda e mesmo por fiéis de outras religiões.

A tradicional Festa de Iemanjá no município de Salvador, capital da Bahia, tem lugar na praia do Rio Vermelho todo dia 2 de fevereiro. Nesta data, todos os anos, milhares de baia nos e turistas lotam as praias para reverenciar Iemanjá.

A tradição começou em 1923, com um grupo de 25 pescadores, que ofereceram presentes, para agradar a Mãe D’Água, pois os peixes estavam escassos.

Desde então, adeptos do candomblé, turistas e devotos formam filas imensas para colocar oferendas e pedidos nos balaios, que ficam na Casa do Peso. No fim da tarde, um cortejo com 300 embarcações leva pa ra alto-mar os balaios, carregados de presentes, pentes, espelhos, sabonetes, perfumes, flores e até jóias. Tudo o que possa interessar a uma mulher vaidosa. Dizem os pescadores que, se os balaios não afundarem, é sinal de que Iemanjá não os aceitou.

YEMANJÁ É GERADORA, É VIDA, pois é ela que nos traz oportunidades de crescimento em todos os sentidos da Vida. Os devotos fazem oferendas à Rainha do Mar, um dos títulos pelos quais Iemanjá é saudada.

Data festiva: 15 de agosto, 2 de fevereiro ou 8 de dezembro dependendo do Estado.

Saudação: Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba!

Símbolo: Lua minguante, ondas, peixes

Sincretismo religioso: Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Glória,
Nossa Senhora dos Navegantes

Cores: branco cristalino ou azul claro

Instrumento: Abebé, um leque em forma circular prateado que pode trazer um espelho no centro

Pedra: Diamante – Água Marinha – Pérola

Ervas principais: Jasmim, Araticum-da-praia, Folha-da-costa, Graviola, Capeba, Mãe-boa, Musgo marinho encontrado nas pedras marinhas, Alcaparra, Colônia, Pata de Vaca, Embaúba, Abebê, Jarrinha, Golfo, Rama de Leite, Rosa branca, Malva branca, Flor de laranjeira entre outras.

Oferendas: Canjica branca, peixe, arroz-doce com mel, acaçá, pudim, manjar com calda de ameixa ou de pêssego, mamão, graviola, uvas brancas, melancia, melão, água de coco, mel, água salgada ou potável, champanhe clara e suco de suas próprias ervas e frutos, rosas e palmas brancas, angélicas, orquídeas, crisântemos brancos.

dezembro 23rd, 2014

Papai Noel

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Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.
Foi transformado em santo (São Nicolau) após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.
A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.
Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.
Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.
Papai Noel – Natal – festas natalinas Papai Noel no trenó e suas renas
Atualmente, a figura do Papai Noel está presente na vida das crianças de todo mundo, principalmente durantes as festas natalinas. É o bom velhinho de barbas brancas e roupa vermelha que, na véspera do Natal, traz presentes para as crianças que foram obedientes e se comportaram bem durante o ano. Ele habita o Pólo Norte e, com seu trenó, puxado por renas, traz a alegria para as famílias durante as festas natalinas. Como dizem: Natal sem Papai Noel não é mesma coisa.

dezembro 17th, 2014

Omulu / Obaluaê – 17 de Dezembro

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Obaluaê, Senhor da Terra

Orixá das doenças e da cura, Obaluaê (manifestação jovem – guerreiro, caçador, lutador) ou Omulu (manifestação velha – sábio, feiticeiro, guardião), como é mais conhecido, representa a manifestação de Deus entre o mundo terrestre e o espiritual. Temido na maioria dos terreiros, sua fama como senhor das pestes, das doenças contagiosas ou não, ele, na verdade, é o médico dos pobres. Sou regida por ele e me sinto como se tivesse uma equipe médica ao meu lado, diariamente. 

Reza a lenda que era filho de Nanã, que o abandonou por ser doente, sendo criado por Iemanjá que o alimentava com pipoca sem sal acrescida de mel para melhorar o gosto, e passava azeite de dendê em suas feridas para aliviar a dor e coceira. 

Sua representação visual é revestida de mistério, pois é o Orixá que cobre o rosto com o Filá (de palha da Costa). É proibido ver o seu rosto devido à deformação feita pela doença e pelo respeito que devemos a esse poderosíssimo Orixá. 

Está presente no funcionamento do organismo, na dor que sentimos por um corte, queimadura ou traumatismo, agonia, aflição, ansiedade. A ele devemos a nossa saúde. Cuida também da pele e de suas moléstias. Também conhecido como Xapanã, seus filhos geralmente têm alergias, coceiras, pneumonia e até mesmo tuberculose, como eu mesma presenciei um deles ter. Rege as pessoas que têm problemas mentais, perturbações nervosas e todos os desequilíbrios do sistema nervoso. Sua influência, além dos cemitérios, pode ser sentida nos hospitais, casas de saúde, ambulatórios, clínicas, sempre próximo aos leitos. Cuida dos mutilados, aleijados, enfermos em geral. Ao contrário do que se prega, é o Orixá da Misericórdia. 

Quem tem a missão desse Orixá não pode vacilar. O compromisso com a cura é inevitável, seja profissionalmente, como médicos, enfermeiros, terapeutas ou médiuns curadores. Basicamente solitários, seus filhos ou protegidos preservam sua individualidade com uma máscara de austeridade, mantendo até uma aura de respeito e de imposição, de um certo medo aos outros. Muitas vezes são pessoas irônicas, em que seus comentários são secos e diretos, o que colabora para a imagem de terrível que forma de si próprio.

Mas a minha história com esse arquétipo começou muito cedo. Desde jovem, aparecia em meu quarto uma figura muito forte, olhar dirigido para o chão, careca e sério. Achava estranho, mas quando iniciei a minha vida espiritual aos 18 anos, pude entender a sua presença. Sempre me protegeu, até no desamparo familiar, quando tive pneumonia e fui salva por ele, sem medicamentos. Todas as vezes que me encontrei numa situação crítica, ele ali estava e uma das mais significativas foi quando há cerca de 5 anos, tive um infarto, sozinha em casa. Minha respiração começou a ficar ofegante, senti uma queimação em todo o lado esquerdo dentro das artérias, como se elas estivessem levando um líquido ácido para o resto do corpo, comecei a desmaiar e a sentir uma pressão dentro da cabeça como fosse explodir a minha caixa craniana. Senti se esvaírem as minhas forças e iniciei uma descida quase que em câmera lenta. Quando atingi o chão, ouvi uma voz suave que me disse para ter calma. Imediatamente, senti como se estivessem colocando algo em minha garganta, o que imediatamente me fez começar a tossir. Cada vez que tossia parecia que a cabeça ia implodir de dor. Mas à medida que tossia, percebia que obrigava o coração a voltar ao seu ritmo normal, obrigando-o a levar a circulação para os periféricos. Foram momentos muito dolorosos, mas ao mesmo tempo confortantes. Eu estava sendo salva pela minha amada equipe de amigos invisíveis.

Quem é filho (a) de Obaluaê não precisa muito de médico e eu só fui ter com um por ocasião do nascimento do meu filho, em que o obstetra era a mesma figura física que eu sempre vira na minha juventude (dizem que um filho de Obaluaê só pode ser cortado, em cirurgia, por outro). Além do que meu filho nasceu no dia 17 de dezembro (São Lázaro), dia consagrado a ele. Outros dias de comemoração são 2 de novembro (Omulu) e também 16 de agosto (Xapanã). Todos com a mesma função.

Outro momento muito importante foi quando meu vizinho teve uma doença degenerativa e sua família, sem o menor constrangimento, já estava dividindo a herança antes do fato consumado. Como ele detinha um bom patrimônio, uma junta médica deu-lhe o diagnóstico “nada a fazer”. 
Fiquei indignada com a falta de amor e sensibilidade daquela família e me aproximando do seu leito lhe disse baixinho ao ouvido: “agüenta firme, a cavalaria já está a caminho”. Sai dali e fui direto pedir ao meu amigo Obaluaê que o curasse, o que imediatamente, em uma semana aconteceu. Encontrei-o saindo do elevador para correr na praia. Ele me deu um sorriso e se pôs a caminho do mar, como se fosse encontrar Yemanjá. Um ano depois, acabou sendo assassinado, a facadas (segundo a perícia, foram umas 15), supostamente por um ladrão que nada levou de sua casa. Estranho, não? Nessa época o casal já residia em outro bairro e eu fiquei sabendo pelos jornais. 

Mas nem sempre é possível reverter a situação, pois temos que respeitar as escolhas de cada um. Quando eu vejo alguém em estado de coma, sem condições de reversão, muitas vezes com o cérebro já comprometido, eu peço a ele que encaminhe aquele espírito para que obtenha descanso do sofrimento físico e sou na maioria das vezes atendida. 

A quantidade de curas que eu já vi acontecer me faz perceber que essa manifestação arquetípica de Deus, responsável por esse tema vida e morte, sem dúvida é para se ter muita certeza que quando se tem ele, se está muito bem acompanhado! Atotô Obaluaê! Obrigada, amigo, por você me proteger!

Sincretismo com São Lázaro de Betânia


Por Vera Ghimel

 

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1 – Oração a Pai Omulú

Divino Pai da Geração, eu Vos peço que abençoe a minha vida, os meus sete corpos, os meus sete campos vibratórios e os meus sete sentidos;
Que a Vossa Bênção paralise toda e qualquer negatividade que pretenda fazer adoecer a minha vida e o meu caminhar;
Que a Vossa Proteção mantenha viva e saudável a morada da minha alma e do meu coração, para que nenhum pensamento, sentimento, palavra ou ação negativa tenha força na minha existência.
Divino Pai Omolu, eu Vos peço que me purifique e me ampare, que ampare a minha família, o meu lar e o meu trabalho material e espiritual, e que ampare os meus amigos, para que a Luz Divina esteja sempre viva em nós e em torno de nós.
Sagrado Pai Omolu, peço também a Vossa Bênção para os meus adversários encarnados e desencarnados, para que neles seja paralisado qualquer sentimento negativo em relação a mim, à minha família ou aos meus amigos. E que, assim, possam eles igualmente manter acesa a Luz Divina Sustentadora da Vida, evoluindo sempre.
Amado Pai Omolu, eu Vos peço que semeie dentro de mim as Sementes da Vida Verdadeira, para que eu me comporte como filho de DEUS e compreenda a Presença Divina em mim e nos meus semelhantes.
Sagrado Orixá Omolu, eu reverencio o Vosso Poder, a Vossa Força e a Vossa Atuação na minha vida e na vida de todos os seres.
Obrigada, meu Pai!
Que o Vosso Nome seja sempre lembrado com reverência e amor, por todos os filhos da Terra. Que assim seja, e assim será!

 

2-Oração ao Orixá Omulú

Senhor da Kalunga! … Mestre das Almas ! …Meu corpo esta enfermo … Minha mente esta abalada…
Minha alma esta imersa na amargura de um sofrimento que me destrói lentamente.
Senhor Omulú… Eu vós invoco oh Deus das doenças, hó Orixá que surge diante dos meus olhos atendendo ao meu pedido, Sr, Omulú, meu pai… atotô meu pai…
Teu filho esta enfermo… Teu filho se curva diante de tua luz radiosa, na magia do milagre que virá de tuas mãos santificadas… Socorre-me, Pai Omulú ! Dai-me a esperança de tua ajuda para que eu me encorage diante da dor, do martírio imenso que me alucina…
Fazei com que eu não sofra tanto, meu Pai…
Senhor Omulú, tu que és o dono dos cemitérios, tu que és a sentinela do sono eterno daqueles que foram conduzidos ao teu reino, tu que és o guardião das almas que ainda não se libertaram da matéria, ouve minha suplica ! atende ao apelo angustiado do teu filho que se debate no maior dos sofrimentos! Salva-me, ou liberta-me para sempre.
Se não mereço a tua ajuda faz com que as minhas noites de insônia se transformem no sono eterno que liberta o corpo e a alma !
Divino Pai omulú, aqui estou, diante de vós, erguendo a derradeira prece dos vencidos conformando com o destino que o Pai Supremo determinou para que eu purificasse minha alma no maior dos sofrimentos… Olha para minhas doenças e chamo desesperado: Pai Omulú, atotô meu Pai! Perdoa teu filho que tanto pecou! Dai-me um pouco de coragem para resistir, para sofrer em silêncio, para não sentir as dores que me atormentam.
Quisera dormir… relaxar os meus nervos para que a minha matéria não reagisse aos reflexos da dor… Sei que muito pequei… Sei que nada fiz para merecer a graça de um milagre… E leva-o para teu reino!
Se achares, porém que ainda não terminei minha missão neste planeta, ampara-me com a tua força, encoraja-me com o exemplo de tua humildade e de tua resignação; alivia meus sofrimentos para que eu me levante deste leito e volte a caminhar. Eu te suplico, Mestre da Kalunga… Eu me ajoelho diante do poder imenso de que és portador, e invoco a sua Divina proteção. Atotô, Atotô, Atotô
Fazer esta oração por 7 dias consecutivos, colocando ao ar livre um copo com água, colocando dentro uma vela branca acesa.
Quando terminar o ritual de sete dias jogar o copo com a água fora!

3-Prece de Obaluaiê

Mestre das almas! Meu corpo está enfermo…
Minha alma está abalada,
Minha alma está imersa na amargura de um sofrimento
Que me destrói lentamente. Senhor Omolu!
Eu evoco – Obaluaê Oh! Deus das doenças
Orixá que surge, diante dos meus olhos
Na figura sofredora de Lázaro.
Aquele que teve a graça de um milagre
No gesto do Divino Filho de Jesus.
Oh! Mestre dos mestres Obaluaê
Teu filho está enfermo…
Teu filho se curva, diante da tua aura luminosa.
Na magia do milagre,
Que virá de tuas mãos santificadas pelo sofrimento…
Socorre-me… Obaluaê…
Dai-me a esperança da tua ajuda.
Para que me encoraje diante do martírio imenso que me alucina, Faças com que eu não sofra tanto – Meu Pai
Senhor Omolu! Tu és dono dos cemitérios,
Tu que és sentinela do sono eterno,
Daqueles que foram seduzidos ao teu reino.
Tu que és guardião das almas. que ainda não se libertou da matéria, Ouve a minha súplica, atende ao apelo angustioso do teu filho. Que se debate no maior dos sofrimentos.
Salve-me Aqui estou diante da tua imagem sofredora,
Erguendo a derradeira prece dos vencidos,
Conformado com o destino que o Pai Supremo determinou.
Para que eu suplicasse minha alma no maior dos sofrimentos.
Salve minha alma desse tormento que me alucina.
Tome meu corpo em teus braços. Eleva-me para teu reino.
Se achares porém, que ainda não terminou minha missão neste planeta, Encoraja-me com exemplo da tua humildade e da tua resignação.
Alivia meus sofrimentos, para que levante deste leito e volte a caminhar. Eu te suplico, mestre!
Eu me ajoelho diante do poder imenso, De que és portador.
Invoco a vibração do Obaluaê.
A – TÔ – TÔ, Meu Pai. Obaluaê,
Meu Senhor, ajude-me !!!!

4- Oração à Omolú – Obaluaiê

Salve o Senhor o Rei da Terra!
Médico da Umbanda, Senhor da Cura de todos os males do corpo e da alma.
Pai da riqueza e da bem-aventurança.
Em ti deposito minhas dores e amarguras, rogando-te as bênçãos de saúde, paz e prosperidade.
Faz-me, Senhor do trabalho; um filho de bom ânimo e disposição, para triunfar na luta pela sobrevivência.
Faz-me digno de merecer todo dia e toda noite, vossas bênçãos de luz e misericórdia. ATOTÔ , ATOTÔ OBALUAUÊ!
Oração Para Obaluayê
Oh, Mestre da Vida,
Proteja seus filhos para que suas vidas sejam marcadas pela saúde.
Vós é o limitador das enfermidades.
Vós é médico dos corpos terrenos e almas eternas.
Suplicamos sua misericórdia aos males que nos afetam!
Que suas chagas abriguem nossas dores e sofrimentos.
Concede-nos corpos sadios e almas serenas.
Mestre da Cura, amenize nossos sofrimentos que escolhemos resgatar nessa encarnação!
Atotô meu Pai!
Prece a Obaluaiê – Omulu
Dominador das epidemias. De todas as doenças e da peste. Omulu, Senhor da Terra. Obaluaiê, meu Pai Eterno. Dai-nos saúde para a nossa mente, dai-nos saúde para nosso corpo. Reforçai e revigorai nossos espíritos para que possamos enfrentar todos os males e infortúnios da matéria. Atotô meu Obaluaiê! Atotô meu Velho Pai! Atotô Rei da Terra! Atotô Babá!

dezembro 17th, 2014

São Lázaro de Betânia – 17 de Dezembro

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Sincretismo com Omulu / Obaluaê

novembro 23rd, 2014

Ciclos Fechados

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Sinto que este ano foi assim um grande fechamento de ciclos. Agora com esta explicação fica bem melhor o coração !!!

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Todo relacionamento é construído por ciclos. Quando um ciclo acaba começa outro sempre visando o aprimoramento e o aprendizado dos envolvidos. Não existem relacionamentos ao acaso. Todos tem um fim útil para crescimento.
Na teia de suas relações, o segredo para que haja melhora e avanço, é saber identificar o fim de cada ciclo e os novos comportamentos e necessidades que serão solicitados pelo novo ciclo.
Quando não se tem essa habilidade ou se interessa por esse exame, os ciclos fecham e as pessoas sentem uma perda sem saber explicar o que aconteceu. É o adoecimento do relacionamento. Por essa razão, muitos ciclos fecham e junto com ele acabam amizades, casamentos, convivência saudável com vizinhos, filhos, familiares, colegas…
Isso acontece porque não houve bom proveito das lições a serem absorvidas naquela etapa e, dai para frente, o que costuma se ver são pessoas mantendo relacionamentos de fachadas, em um “faz-de-conta”, com larga carga de dependência emocional e abusos emocionais, tentando bancar os papéis de esposa, marido, parente, chefe, colega, amigo, e outros, sem a essência da alegria de uma convivência rica de diversão, desejo, objetivos comuns e metas de felicidade. São as relações baseadas em neuroses, garantidas por culpas, interesse, comodismo, ganho secundário e controle.
Saber identificar preventivamente os ciclos relacionais é uma arte que vai te orientar a saber o que vale a pena continuar, aquilo que já acabou e o que fazer com cada pessoa de seu círculo em cada momento.
Essa arte só pode ser adquirida por quem se comprometa fielmente em cuidar de si com muito amor, descobrindo a resposta para a intrigante pergunta “o que quero da vida?” e que tenha a coragem de ir em busca de suas descobertas custe o que custar.

Wanderley Oliveira

novembro 10th, 2014

Bom dia !!!

o-por-do-sol-rio-de-janeiro

 

 

Um discípulo procurou seu mestre e perguntou:

- Mestre, como posso saber se existe mesmo vida após a morte?

O Mestre olhou para ele e respondeu:

- Encontre-me novamente após o sol se pôr.

O discípulo, meio contrariado, esperou algumas horas, ansioso pela resposta.

Logo que o sol se pôs, o discípulo voltou à presença do mestre. Assim que o discípulo apareceu, o mestre afirmou:

- Você percebeu o que houve? O sol morreu…

O discípulo ficou sem entender nada. Julgou que se tratava de uma brincadeira do mestre.

- Como assim mestre? Perguntou o discípulo. O sol não morreu, ele apenas se pôs no horizonte.

O mestre disse:

- Exatamente. O mesmo ocorre com todos nós após a morte. Se confiássemos apenas em nossa visão física, nos pareceria que o sol deixou de existir atrás da montanha. Mas no instante em que ele “morreu” no horizonte para nós, ele nasceu do outro lado do mundo, e se tornou visível para outras pessoas. O mesmo princípio rege a nossa alma. Após a morte do corpo, ela parece desaparecer aos nossos olhos, mas nasce no plano espiritual. A chama do espírito não se apaga, ela apenas passa a brilhar no outro lado da vida.

(Hugo Lapa)

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