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Filme e Livro “A Teoria de Tudo”

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Baseado na biografia de Stephen Hawking, o filme mostra como o jovem astrofísico (Eddie Redmayne) fez descobertas importantes sobre o tempo, além de retratar o seu romance com a aluna de Cambridge Jane Wide (Felicity Jones) e a descoberta de uma doença motora degenerativa, quando ele tinha apenas 21 anos.

Lançamento: 29 de janeiro de 2015 (2h3min)
Dirigido por: James Marsh
Com: Eddie Redmayne, Felicity Jones, Tom Prior mais
Gênero: Biografia , Drama
Nacionalidade: Reino Unido

O filme garantiu o Globo de Ouro de Melhor Ator para Eddie Redmayne e concorre em 5 categorias no Oscar 2015

 

LIVRO

 

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Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos – entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único. Stephen Hawking chega o mais próximo que alguém já conseguiu de explicar o sentido da vida, enquanto Jane nos mostra que já o conhecia desde sempre – ele está na nossa capacidade de amar e de superar limites em nome daqueles que escolhemos para compartilhar a vida.

Livro A TEORIA DE TUDO
Autor: HAWKING, JANE
Tradutor: ANDRADE FILHO, JULIO DE
Tradutor: DOLINSKY, SANDRA MARTHA
Idioma: PORTUGUÊS
Editora: UNICA EDITORA
Assunto: Literatura Internacional – Romances
Edição: 1
Ano: 2014

Cultura, Livros, Pessoas que fazem história, Poemas

Cecília Meireles

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Cecília Benevides de Carvalho Meireles (Rio de Janeiro, 7 de novembro de 1901 — Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1964) foi uma poetisa, pintora, professora e jornalista brasileira . É considerada uma das vozes líricas mais importantes das literaturas de língua portuguesa.

Nasceu no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, em 7 de novembro de 1901, filha dos açorianos Carlos Alberto de Carvalho Meireles, um funcionário de banco, e Matilde Benevides Meireles, uma professora. Cecília Meireles foi filha órfã criada por sua avó açoriana, D. Jacinta Garcia Benevides, natural da ilha de São Miguel. Aos nove anos, ela começou a escrever poesia. Frequentou a Escola Normal no Rio de Janeiro, entre os anos de 1913 e 1916 estudou línguas,literatura, música, folclore e teoria educacional.

Em 1919, aos dezoito anos de idade, Cecília Meireles publicou seu primeiro livro de poesias, Espectros, um conjunto de sonetossimbolistas. Embora vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, em sua obra, heranças do Simbolismo e técnicas do Classicismo, Gongorismo, Romantismo, Parnasianismo, Realismo e Surrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada atemporal.

No ano de 1922 casou com o artista plástico português Fernando Correia Dias, com quem teve três filhas. Seu marido, que sofria de depressão aguda, suicidou-se em 1935. Voltou a se casar, no ano de 1940, quando se uniu ao professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo, falecido em 1972. Dentre as três filhas que teve, a mais conhecida é Maria Fernandaque se tornou atriz.

Teve ainda importante atuação como jornalista, com publicações diárias sobre problemas na educação, área à qual se manteve ligada, tendo fundado, em 1934, a primeira biblioteca infantil do Brasil. Observa-se ainda seu amplo reconhecimento na poesia infantil com textos como Leilão de Jardim, O Cavalinho Branco, Colar de Carolina, O mosquito escreve, Sonhos da menina, O menino azul e A pombinha da mata, entre outros. Com eles traz para a poesia infantil a musicalidade característica de sua poesia, explorando versos regulares, a combinação de diferentes metros, o verso livre, a aliteração, a assonância e a rima. Os poemas infantis não ficam restritos à leitura infantil, permitindo diferentes níveis de leitura.

Em 1923, publicou Nunca Mais… e Poema dos Poemas, e, em 1925, Baladas Para El-Rei. Após longo período, em 1939, publicou Viagem, livro com o qual ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Católica, escreveu textos em homenagem a santos, como Pequeno Oratório de Santa Clara, de 1955; O Romance de Santa Cecília e outros.

Em 1951 viajou pela Europa, Índia e Goa, e visitou pela primeira e única vez os Açores, onde na ilha de São Miguel contatou o poeta Armando César Côrtes-Rodrigues, amigo e correspondente desde a década de 1940.

A poetisa Cecília Meireles morreu ao entardecer, aos 63 anos vítima de um câncer, no Hospital dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro, onde estava internada para se recuperar de algumas cirurgias às quais havia se submetido. Seu corpo foi removido para o Salão Nobre do Ministério da Educação e Cultura, onde foi velado. O sepultamento da poetisa ocorreu no dia seguinte, no Cemitério de São João Batista, em Botafogo. A poetisa era casada há 25 anos com Heitor Grilo. Deixou três filhas e cinco netas.

Leia mais sobre aqui

 

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Cultura, Estudo do Espiritismo, Livros

Robson Pinheiro e Ângelo Inácio

Cidade dos espíritos

 

Acabei de ler e vale muito a pena. Já estou lendo o segundo e adorando …

Em Cidade dos Espíritos, o autor espiritual Ângelo Inácio ( muito conhecido no meio espiritualista por outras obras, tais como Tambores de Angola e Legião) irá nos contar como foi a sua chegada no plano espiritual, mais especificamente na colônia Aruanda. Para quem não sabe, Aruanda é tida como a cidade espiritual onde vivem os Guias da Umbanda. Existem diversos pontos cantados de Umbanda que falam sobre Aruanda, sendo que um dos mais famosos faz uma saudação ao Orixá Ogum: “Quando eu morrer vou passar lá na Aruanda, pra ver Ogum, saravá filhos de Umbanda” (Ogum toma conta de mim)

 

 

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Se a justiça divina é o poder que impede a propagação do mal, se é a lei que nos compele a encarar as consequências de atos e escolhas, então há de ter seus agentes. E quem são eles? A quem é conferida tamanha responsabilidade?

Estamos falando dos guardiões, que zelam pela segurança planetária, impõem limites para o crime e a leviandade e batalham pela paz. O céu está vazio. As cidades espirituais tornam-se grandes escolas, que preparam mais e mais cidadãos espirituais de bem e de valor para um novo tempo. Os umbrais se esvaziam numa grande obra de reurbanização extrafísica, pois se decretou o fim da escuridão. A ampulheta do tempo soou até para a mais alta patente dos dragões, os príncipes da maldade.

 

 

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Os espíritos nada mais são que as almas dos homens que já morreram. Os Imortais ou espíritos superiores também já tiveram seus dias sobre a Terra, e a maioria deles ainda os terá. Portanto, são como irmãos mais velhos, gente mais experiente, que desenvolveu mais sabedoria, sem deixar, por isso, de ser humana. Há quem acredite que eles sabem tudo, conhecem o íntimo de cada coisa, inclusive do porvir, do misterioso amanhã, e que basta pensarem para que a realidade ao redor se modifique, para que possam ir daqui para ali em um átimo; tudo isso sem esforço, sem limite, sem gasto de energia. Que há conosco, que precisamos transformar em deuses até os espíritos amigos, esvaziando-os de todo vestígio de humanidade?

Arte, Cultura, Desenhos/ Tirinhas, História, Livros, Pessoas que fazem história

O Monstro, Fábio Coala

A temos sigo este menino do mentirinhas.com.br toda manha.

Sabe aquelas pessoas que gostamos do nada, que parece que já conhecemos a muito tempo. Tenho um carinho por ele todo especial. Gosto dele como fosse um filho, um sobrinho, um grande amigo que não vejo a tempos.

Já coloquei aqui algumas tirinhas dele. Ele é de uma sensibilidade sem igual. Volta e meio perturbo ele no Facebook mandando mensagens e sempre dando o seu bom dia matinal.

Queria fazer este post mas me faltavam palavras, só que hoje vi um texto falando sobre o mesmo e pensei … é isso que acho, era isso que gostaria de ter falado. Sem inveja nenhuma mas feliz por ter gente pensando igual a mim.

Vou colocar aqui o texto e vejam o que eu falo e se possível visitem e veja que trabalho maravilhoso este menino faz .

 

28-09-2013

 

Eu participei com orgulho do Graphic Novel,  e este foi o meu kit que chegou mês passado…

 

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http://mentirinhas.com.br/c/o-monstro/

O Monstro, Fábio Coala

@sylviatamie

“Sim, sou um monstro. Nasci roxo, com rabo, asas, um narigão rosa e olhos coloridos. Mas e você, qual é a sua desculpa?”

Há muitos anos, eu fazia um curso à noite numa cidade vizinha, e meu pai me buscava na saída. Voltávamos para casa por um caminho que passava no meio de uma favela. Certa noite de calor, protegida pelo ar-condicionado do carro do meu pai, eu vi através do vidro fechado uma moça. Ela estava sentada debaixo de um viaduto que fica bem no meio dessa favela. Foi tudo muito rápido, mas me lembro que ela estava abraçando a si mesma, balançando o corpo para frente e para trás com uma expressão angustiada e parecia chorar. Tenho a impressão de que as roupas dela estavam rasgadas, mas não tenho certeza. Como disse, foi tudo muito rápido, porque quando gritei assustada para o meu pai dizendo que tinha uma moça ali, que talvez precisasse de socorro, ele disse que devia ser alguma espécie de golpe, que era perigoso, e acelerou.

Às vezes, essa imagem retorna à minha mente, e me pergunto o que teria acontecido àquela moça. E lamento não ter podido ser a pessoa que faria a diferença na história dela. Infelizmente, meus pais não me ensinaram o valor da compaixão. Mas ela pode ser aprendida em outros lugares. À beira de todas as estradas do mundo, todos os dias, o Monstro está presente. E foi acompanhando as suas histórias, no blog de Fábio Coala (mentirinhas.com.br), que eu descobri que ele aparece quando menos se espera e quando mais se precisa. Não se sabe da sua origem, só se sabe que ele passa de mão em mão, de criança a criança, em momentos decisivos em que elas precisam de força e coragem para continuar lutando. Confesso que às vezes acho injusto que ele só se apresente a crianças – mas, de alguma forma, todos somos crianças, e portanto a sua aparição nunca está descartada. Junto ao Monstro só não há espaço para a dependência e o apego, e assim que sua missão se vê cumprida ele segue adiante, pronto para ajudar outras pessoas. Com frequência, é a própria criança que usufrui de sua companhia quem escolhe o próximo responsável pela pelúcia roxa, e além dos valores da coragem e da fé ela aprende mais uma lição, de compaixão e desapego.

Depois de anos contando episódios da sua intercessão nas tirinhas, Fábio Coala decidiu mostrar, em detalhes, como o Monstro age. E, para tanto, resolveu que cada um dos leitores também poderia ter o seu dia de Monstro, ajudando outra pessoa a realizar um sonho, e por isso ele escolheu uma plataforma de crowdfounding para obter o financiamento desta Graphic Novel que, no final de setembro, chegou levada pelas asinhas minúsculas do personagem à casa de cada um de seus financiadores. (A surpresa geral, quando a meta foi atingida na mesma semana em que o projeto foi lançado, se não me engano um recorde mundial, podia ser assunto de muitas páginas. Mas o próprio Coala já se manifestou a respeito.)

O trabalho de Fábio Coala, é preciso que se diga, é enganoso. Sob a aparência inocente de traços redondos e cores simpáticas, que lembram muito as tirinhas de Maurício de Sousa – referência inevitável para os cartunistas do país – ele trata de temas pesados e joga na cara dos leitores verdades dolorosas. Da responsabilidade de cada um dos cidadãos no cenário político brasileiro à violência doméstica, mas principalmente a forma com que cada um de nós trata o seu semelhante, nada escapa ao olhar crítico do desenhista. Os temas da Graphic Novel são fortes. As crianças junto às quais o Monstro intervém passam por situações de abandono, rejeição, agressão e pedofilia. Ao mergulhar no universo sombrio dessas histórias e não se deixar enganar pelo mito da infância feliz, Fábio Coala adota uma estética diferente das tirinhas publicadas on-line. Mais ou menos restrito à estrutura mais rígida dos quadrinhos – fez falta o uso inteligente que ele faz do correr da página da internet, em que o leitor acompanha o correr da página enquanto escrola (http://mentirinhas.com.br/a-torre-do-castelo/#more-6312) – a Graphic Novel é praticamente toda em preto-e-branco, com exceção dos momentos luminosos em que os olhos verde e azul do Monstro (seria ele realmente o protagonista?) se deixam ver.

Alguns cenários são sombrios – orfanato, um cemitério, hospital, um hospital psiquiátrico – e episódios-chave se passam à noite, escurecendo ainda mais o ambiente. Muitas cenas também são desenhadas pela perspectiva infantil, vistas de baixo pra cima, amplificando o que há nelas de mais terrível. São raros os momentos de alívio cômico, em que costumam surgir os traços textuais característicos do autor – um discurso que começa com “não vou falar” e de alguma forma vai parar em “é por isso que eu não gosto de bolo de banana”, interjeições justapostas como “Crendeuspai!”, construções como “lagostas mutantes chupadoras de sangue”, “Uma das poucas coisas que sei sobre as mulheres é que nenhuma quer ter os cabelos igual a um ninho de cegonha”… (O Monstro entende de muitas coisas, mas parece que a natureza feminina seria exigir demais.)

Desde que conheci o Monstro, não deixo de me questionar sobre a sua aparência: Não seria muito mais fácil transmitir a mensagem de conforto a crianças em momentos de crise com um ursinho cor-de-rosa ou um bonequinho de supererói? Afinal, por que um monstro? Por que roxo? Por que asinhas minúsculas, por que a heterocromia? Construído no equilíbrio delicado entre a abominabilidade e a doçura, o Monstro é um reflexo claro do nosso próprio sentimento de inadequação e projeção do nosso estar-no-mundo, da solidão característica dos momentos difíceis. Com ele, Fábio Coala compõe um conto de fadas no sentido original da palavra, com crianças perdidas na floresta que encontram um ser tão assustador quanto mágico, que oferece ajuda mas nunca soluções fáceis.

Era de se esperar que, para o livro, Fábio Coala criasse para o Monstro alguma nêmesis, ou mesmo usasse para o papel alguma personagem do blog – a Segunda-feira faz uma aparição incontornável, mas tímida. Talvez a ideia seja de que os seus inimigos não estão visíveis, mas se encontram dentro de cada um. E que, como descobrirá o motorista do primeiro quadrinho ao final da história, a cada um de nós é dada a oportunidade de ser o Monstro para alguém, em algum momento. A mesma personagem pode ser a Segunda-feira de um e o Monstro de outro. Sei que não tenho desculpa por ter deixado de ajudar aquela moça, e tantas outras pessoas que já passaram pelo meu caminho, mas eu estava ocupada demais comigo mesma para perceber. Além dessa dúvida, outra me incomoda desde o início da Graphic Novel. Por que o Monstro só come brócolis?

 

@sylviatamie

http://oquediriabandeira.wordpress.com/2013/10/04/o-monstro-fabio-coala/

Cultura, História, Livros, Pessoas que fazem história

Carlos Torres Pastorinho

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Filho de José Pastorino e sua esposa, Eugênia Torres Pastorino, estudou no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro onde, em 1924, recebeu os diplomas de Geografia, Corografia e Cosmografia, e pouco depois, o de bacharel em Português.
Foi para Roma a fim de cursar o Seminário, vindo a diplomar-se, em 1929, pelo cardeal Basilio Pompili, para a Ordem Menor de Tonsura. Ordenou-se em 1934. Em 1937 ante a recusa do Papa Pio XI em receber o Mahatma Gandhi em seu traje habitual decidiu abandonar a batina, raciocinando que o célebre pacifista indiano vestia-se como Jesus, e que, como este, jamais se sujeitaria ao rigor formalista da Igreja Católica.
De volta ao Brasil, lecionou Latim e Grego no Instituto Ítalo-Brasileiro de Alta Cultura. Lecionou ainda Espanhol. Nesse período começou a exercer atividades jornalísticas, como correspondente dos Diários Associados. Foi adido cultural e jornalístico da Academia Brasileira de Belas Artes.
Sócio de inúmeras sociedades esperantistas, no país e no exterior, foi delegado especial (“Faka Delegito”) da Universala Esperanto Asocio, com sede nos Países Baixos. Nessa militância, foi fundador da Sociedade Brasileira de Esperanto, no Rio de Janeiro.
No dia 31 de maio de 1950, concluiu a leitura de “O Livro dos Espíritos”, cujo exemplar recebera por empréstimo de um colega do Colégio Pedro II. Nessa data declarou-se espírita, e o guardava com muito carinho. Passou a freqüentar na cidade do Rio da Janeiro o “Centro Espírita Júlio Cezar”, no bairro do Grajaú, que foi a sua escola inicial de Espiritismo.
Em 8 de janeiro de 1951, com um grupo de amigos, fundou o “Grupo Espírita Boa Vontade”, posteriormente renomeado como “Grupo de Estudos Spiritus” que, com a ajuda do coronel Jaime Rolemberg de Lima, deu origem ao Lar Fabiano de Cristo, à CAPEMI e ao boletim espírita SEI (Serviço Espírita de Informações). Fundou a Livraria e Editora Sabedoria e a revista com o mesmo nome. Realizou palestras sobre a doutrina espírita não apenas no estado do Rio de Janeiro como em outras partes do país.
Chegou a projetar a construção de uma Universidade Livre, em Brasília/DF, para onde se mudou em 1973 mas faleceu antes de ver concretizado esse sonho.
Pastorino teve cinco filhos, de dois casamentos.
Obra
Senhor de grande inteligência, publicou extensa bibliografia de mais de 50 obras, muitas delas ainda inéditas. Poliglota, traduziu obras de diversos idiomas. Foi também radialista, sendo a sua obra magna – “Minutos de Sabedoria” – uma coleção de suas mensagens propaladas no rádio. Compôs 31 peças musicais para piano, orquestra, quarteto de cordas e polifonia, a três e quatro vozes.
Entre as suas obras, destacam-se:
Minutos de Sabedoria, Rio de Janeiro, Spiritus, 1966 (atualmente editado pela “Vozes”, católica)
Teu filho, tua vida, Rio de Janeiro, Spiritus, 1966.
Tua mente, tua vida, Rio de Janeiro, Spiritus, 1966.
Técnica da Mediunidade, Rio de Janeiro, Sabedoria, 1968.
Sabedoria do Evangelho, Rio de Janeiro, Spiritus (vários volumes)
O livro “Minutos de Sabedoria” já ultrapassou a marca de 9 milhões de exemplares vendidos – tendo sido, por reincidência em mais de dois anos consecutivos, retirado da lista elaborada pela Revista Veja, dos mais vendidos. A obra, originalmente destinada a subsidiar os trabalhos assistenciais e educativos do Professor Pastorino, hoje teve, após ação na Justiça, os seus direitos revertidos para os herdeiros.
Na obra “Técnica da Mediunidade”, aborda, com o recurso a inúmeros quadros comparativos, numa ótica cientificista, o fenômeno mediúnico. Em seu prefácio, o General-de-Brigada Dr. Manoel Carlos Netto Souto registra:
“Pastorino volta à Terra e tenta mostrar ou demonstrar fatos que para ele são axiomáticos, fazendo o arcabouço da ponte que une o físico ao espiritual, uma vez que os considera da mesma natureza, sem irrealidades nem fantasia.”
A obra, editada em 1968, teve as suas edições póstumas proibidas pela família, apegada ao catolicismo. Nela, o autor assim refere a mediunidade:
“As vibrações, as ondas, as correntes utilizadas na mediunidade são as ondas e correntes de “pensamento”. Quanto mais fortes e elevados os pensamentos, maior a freqüência vibratória e menor o comprimento de onda. E vice-versa. (…) Tudo isso faz-nos compreender a necessidade absoluta de mantermos a mente em “ondas” curtas, isto é, com pensamentos elevados, para que nossas preces e emissões possam atingir os espíritos que se encontram nas altas camadas.'”
[editar]Bibliografia
GODOY, Paulo Alves; LUCENA, Antônio. Personagens do Espiritismo. São Paulo: Edições FEESP, 1982.
Expoentes da Codificação Espírita. Curitiba: Federação Espírita do Paraná, 2002. ISBN 85-86255-11-4 p. 169-171.

Biografia de Pastorino

 

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Espiritas - Mensagens, Livros

“Cidade dos espíritos” – Ângelo Inácio

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A vida na erraticidade. Sem vagar entre nuvens de incertezas, todos nós vivemos e viveremos apesar da morte, da dor e do sofrimento. Sem nos perder no nada incompreensível ou diluir a consciência, fundindo-a ao todo inexplicável pelo vocabulário humano, seja religioso ou científico, sobrevivemos e sobreviveremos entre as estrelas.
O homem é produto das estrelas e para as estrelas retornará  um dia, quando puder alçar voo rumo ao país da eternidade. Lá é onde moram os sonhos, onde vivem os Imortais, onde as luzes se fazem gente e onde os seres são feitos de pura luz. É onde fica a cidade habitada pelas consciências que despertaram para a vida além dos limites demarcados por fronteiras, estandartes ou bandeiras; onde cessam os partidarismos políticos, ideológicos ou religiosos.

Esse é o mundo onde não há medo, nem culpa, nem  cobrança. Essa é a Aruanda de todos os povos, de todas as  gentes, a cidade dos espíritos. O país das estrelas pode ser cantado em prosa, em verso, ao som de atabaques ou entre melodias refinadas de instrumentos mil. A cidade dos espíritos ou, simplesmente, Aruanda é o céu, o orum, o paraíso, para muitos. Pode ser também o fulgor das estrelas, o cantar dos pássaros ou, então, a habitação de pais-velhos, a terra de caboclos, de brancos e negros, asiáticos, índios, de peles vermelhas, pretas ou amarelas; afinal, essa metrópole é a pátria daqueles que não se sujeitam mais aos acanhados comportamentos exclusivistas e sectários das sociedades humanas. Ali, entre as estrelas, é onde o espírito se retempera, onde é capaz de haurir forças para as tarefas de redenção, auxílio ou intervenção no mundo dos homens.

Cidade dos agentes da justiça divina — essa é a realidade da Aruanda. Onde a justiça e a equidade se aliam para estabelecer o Reino nos corações humanos e na Terra, em todas as dimensões. Dela partem guardiões, caravanas que interferem no mundo em nome da divina justiça. É onde me encontrei, aonde fui conduzido pela espada flamejante de um guerreiro que descortinou, ante minha visão estreita, as luzes e os caminhos de Aruanda, também conhecida por alguns como Ilha Sagrada, por outros, como Shamballa; para mim, somente Aruanda, a cidade dos Imortais. Um estilo de vida, um conceito de paz, uma filosofia, uma política divina — tudo isso faz da cidade dos espíritos um lugar mítico, uma escola onde se preparam espíritos, forjam-se heróis anônimos, que lutam pelo progresso da humanidade. Onde residem encantos e encantados, onde lendas encontram sua explicação e onde o tipo encontra o antítipo. Da Aruanda, onde me encontrei depois de abertos os portais da morte e onde até hoje me inspiro e respiro, quando posso, a fim de retornar à Terra dos meus encantos e dos meus antigos amores, é de onde trago, na bagagem da alma, a poesia da imensidade.

Ângelo Inácio
São Paulo, 3 de março de 2013.
Cidade dos espíritos
Cidade Dos Espíritos

Sinopse:
Os filhos da luz! Como vivem aqueles nos quais depositamos nossas esperanças? Como é a vida dos representantes do mundo divino, dos agentes da justiça, dos guardiões? E em que mundo vivem os sonhos, as saudades, os anjos, enfim? Seres de elevada consciência e hierarquia espiritual, eles talvez habitem numa dimensão ontológica, num tempo não mensurável, num espaço não material. Talvez esse local seja um não-lugar, situado em uma dimensão muito além dos sonhos e da saudade. É onde habitam os Imortais; onde vivem os guardiões da humanidade. Que mundo é esse? É um sonho? Uma miragem? Não! É Aruanda, a cidade dos espíritos, onde orientadores evolutivos do mundo vivem, trabalham e, de lá, partem para amparar, socorrer, influenciando os destinos dos homens muito mais do que estes imaginam.
Cultura, Livros, Religiosas - Mensagens

Do outro Lado – Livro

 

Gênero: Romance
Autor: Wilson Frungilo Jr.
Faixa Etária: Livre

Envolvente história de Beto e Moacir, dois jovens que, desde pequenos, carregam consigo capacidades anormais aos olhos comuns, mas perfeitamente compreensíveis à luz do Espiritismo.
Moacir, cego de nascença, enxerga pelos olhos do perispírito ao desprender-se do corpo carnal durante o sono, mantendo contato com o plano espiritual na verdadeira dimensão da vida. Por sua vez, Beto, órfão recolhido num orfanato, possui o dom de ler o pensamento, fato esse que muito o incomoda e que procura evitar.
Quando Beto é adotado por Vereda, um mágico profissional, tem o seu primeiro contato com Moacir e os dois passam a manter grande e profunda amizade e é num clima de muita ação que os dois jovens, unindo essas suas capacidades, tomam contato com a Doutrina Espírita, passando, então, a auxiliar Silva, pai de Moacir, a livrar-se de profunda perseguição espiritual, gerada por atrocidades cometidas no passado.
Profundos ensinamentos espíritas desfilam neste eletrizante romance, repleto de ternura e ação, no qual, certamente, o amigo leitor, acompanhará, passo a passo, as emoções dos dois jovens amigos em busca da verdade e do Bem.

Livros, Religiosas - Mensagens

Livro – Nos Céus da Gália

NOS CÉUS DA GÁLIA / Carlos A. Baccelli – Irmão José

SINOPSE: Nos Céus da Gália – Romance sobre a vida de Allan Kardec, desde quando sacerdote druida, nas Gálias e, posteriormente, reencarnando na condição de Apóstolo do Cristo, até corporificar-se na França para, em meados do século XIX, a tarefa da Codificação do Espiritismo.
Trata-se de livro imperdível, repleto de ensinamentos e informações romanceadas sobre a trajetória de Allan Kardec e do Espírito da Verdade, tanto quanto de eminentes outros vultos druidas, essênios e cristãos que, mais tarde, haveriam de reencarnar para darem ensejo e triunfo à Terceira Revelação.

AUTOR(A) / MÉDIUM : Carlos A. Baccelli
ESPÍRITO : Irmão José
CLASSIFICAÇÃO: Romance
QUANT. PÁGINAS: 376
TAMANHO : 14×21 cm

 

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Cultura, História, Livros, Lugares

Dia Nacional do Livro: 29 de outubro

 

Para a primeira biblioteca do Brasil, Portugal disponibilizou um acervo bibliográfico muito rico, vindos da Real Biblioteca Portuguesa, com mais de sessenta mil objetos. O acervo era composto por medalhas, moedas, livros, manuscritos, mapas, etc.

As primeiras acomodações da Biblioteca foram em salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, na cidade do Rio de Janeiro.

A escolha da data foi em razão da transferência da mesma para outro local, no dia 29 de outubro de 1810, fundando-se assim a Biblioteca Nacional do Livro, pela coroa portuguesa.

Da data da fundação até por volta de 1914, para se fazer consultas aos materiais da biblioteca era necessária uma autorização prévia.

Com D. João VI vêm, além de seu séquito, o primeiro prelo, de madeira e fabricação inglesa e a Biblioteca Real. D. João ordenou a instalação da Imprensa Régia. Contudo, essa imprensa funcionava sob a poderosa censura do imperador. A imprensa brasileira de então não era sinônimo de liberdade ou de manifestação da opinião pública. Era proibida a impressão fora das oficinas da corte e publicava-se apenas o que era autorizado: o que não ofendia o Estado, a religião, os costumes.

A partir da Imprensa Régia foi publicado o primeiro jornal brasileiro, a Gazeta do Rio de Janeiro e também o primeiro livro, Marília de Dirceu, de Tomás Antonio Gonzaga. Depois de revogada – em 1821- a proibição de imprimir, multiplicaram-se os jornais, folhetos, revistas. Surgiu a primeira revista, As variedades ou ensaios de literatura.

Logo depois da implantação da Impressão Régia, em 1808, outros editores, mesmo com certa censura, começaram a receber autorização para funcionar e ajudaram a expandir o setor.

No século 19, quando dom Pedro II governava o país, ele deixou claro sua predileção pelas belas artes, por isso incentivou a produção de livros vinculados ao romantismo. As edições de bolso e as coleções econômicas tornaram-se mais corriqueiras.

Cultura, Livros, Religiosas - Mensagens

Livro Muitas Vidas Muitos Mestres (Brian L. Weiss)

 

Com mais de dois milhões vendidos no mundo, Muitas vidas, muitos mestres se tornou um marco ao contar uma história real que mais parece ficção: um médico de renome que coloca sua carreira em jogo ao se ver diante de evidências de reencarnação.

Psiquiatra e pesquisador consagrado, o Dr. Brian Weiss viu suas crenças e sua carreira virarem pelo avesso ao tratar de Catherine, uma paciente com fobias e ataques de ansiedade. Durante uma sessão de hipnose, ela falou de traumas sofridos em vidas passadas que pareciam ser a origem se seus problemas.

Cético, o Dr. Weiss não acreditou no que estava presenciando até que Catherine começou a narrar fatos da vida dele que ela jamais poderia conhecer e a transmitir mensagens de espíritos altamente desenvolvidos – os Mestres – sobre a vida e a morte.

Transformado por essa experiência, ele supreendeu a comunidade científica ao publicar este livro demonstrando o potencial curativo da terapia de vidas passadas, tornando-se a referência mundial nesse tipo de tratamento.

Para muitos, a maior contribuição de Muitas vidas, muitos mestres foi apresentar os princípios da reencarnação a milhões de pessoas que, por falta de oportunidade ou por preconceito, nunca teriam acesso a esta rica e transformadora filosofia espiritual.

Emocionante e inspirador, este livro já ajudou pessoas de todo o mundo a superar a dor de suas perdas e a adquirir uma nova compreensão da vida e da morte.

Título : Muitas Vidas, Muitos Mestres
Autor: Brian L. Weiss
Páginas: 144
Editora: Sextante
Ano: 2009
Assunto: Religião

 

Resumo :

A história verdadeira de um famoso psiquiatra, sua jovem paciente, e a terapia de vidas passadas que mudou suas vidas.
O que acontece quando um renomado psiquiatra cem a público para revelar sua experiência com uma paciente que, durante as sessões de hipnose regressiva, lembra-se de suas vidas passadas?
A surpreendente e controvertida história deste médico – o Dr. Brian Weiss – e seu trabalho com a paciente Catherine que, apesar de
tratada durante 18 meses com terapias tradicionais, só apresenta cura satisfatória ao lembrar-se de suas vidas anteriores.
A grande diferença entre o depoimento do Dr. Weiss e as centenas de outros já publicados reside no currículo deste respeitado médico formado pela Columbia University. Professor catedrático de um dos mais conceituados hospitais americanos, o Mount Sinai Medical Center, Brian Weiss relutou muito tempo em publicar suas constatações. Afinal, o ineditismo de sua experiência iria certamente atrair a discordância de muitos colegas e de toda a comunidade científica tradicional. “Nada em meu passado me prepara para isto. Fiquei totalmente surpreso quando essas coisas aconteceram” – afirma o Dr. Weiss formado para pensar como cientista e médico, pautando seu trabalho pelo tradicionalismo das teorias tradicionais de tratamento psiquiátrico. Catherine, suas lembranças de vidas passadas e os espíritos desenvolvidos que se comunicavam por meio da paciente derrubam todo o ceticismo do Dr. Brian Weiss.
A pesquisa científica nsta área está apenas começando, e recebe os ataques tão comuns a toda mudança histórica. galileu e Freud foram antes ridicularizados por suas descobertas, e hoje suas idéias são aceitas por toda a comunidade científica.
Verdadeiro, emocionante, surpreendente, revelador. Muitas vidas, muitos mestres éa contribuição de um respeitado cientista para a
ascensão de uma nova teoria cinetífica capaz de responder às questões que intrigam a humanidade há vários milênios.

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